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Engajamento, propósito e protagonismo marcam debate sobre o futuro do trabalho

No podcast O Futuro em Pauta, Giovanna Gregori Pinto defende que empresas devem fomentar engajamento e não felicidade

 Publicado em  28/01/2026 às 14h27  Indaiatuba  Trabalho e emprego


Foto: Lucas Cardoso/ Mais Expressão

A transformação acelerada do mundo do trabalho tem exigido das empresas e dos profissionais uma revisão profunda de conceitos como avaliação de performance, engajamento e desenvolvimento humano. Esses foram alguns dos temas centrais da entrevista com Giovanna Gregori Pinto, fundadora da People Leap, no podcast O Futuro em Pauta apresentado pelas jornalistas Flávia Girardi e Gabi Domingues.

Psicóloga formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas, com MBA em Gerenciamento de Projetos pela Fundação Getúlio Vargas, Giovanna acumula 12 anos de experiência em startups e empresas de crescimento acelerado. À frente da People Leap, considerada a primeira startup focada em descomplicar os processos de RH em startups de tecnologia em fase de escala , ela se destaca pela estruturação de áreas de pessoas, escalabilidade de times e transformação cultural com impacto real.

Durante a conversa, Giovanna fez uma distinção clara entre felicidade e engajamento no ambiente corporativo. Para ela, há uma confusão recorrente sobre o papel das empresas nesse processo. “A empresa não é responsável pela felicidade do funcionário. Felicidade é volátil”, afirmou. Segundo a executiva, o compromisso organizacional deve estar voltado ao engajamento. “Engajamento é você saber qual é o seu propósito dentro da empresa e como você contribui para que ela cresça.”

Ela explicou que, ao contrário da felicidade, o engajamento é mais estável e diretamente ligado à clareza de direção. “Quando você fala de engajamento, ele não é volátil. Ele está relacionado a você saber para onde a empresa está indo”, destacou.

Outro ponto abordado foi o papel estratégico do recrutamento. Para Giovanna, muitos problemas de clima, desempenho e relacionamento começam quando há desalinhamento entre pessoa, função e contexto. “O trabalho do recrutamento é exatamente esse: encontrar a pessoa certa para o lugar certo”, afirmou. Segundo ela, forçar alguém a permanecer em um ambiente ou função com a qual não se identifica gera desgaste emocional e conflitos cotidianos. “A pessoa está ali só pelo dinheiro, sem propósito, e isso vira um monte de problemas pequenos no dia a dia.”

A executiva defendeu uma visão menos genérica e mais individualizada sobre pessoas e carreiras. “Eu gosto de levar para o indivíduo. Sempre existe alguém que quer fazer aquilo”, disse, acrescentando que acredita que há trabalho para todos, desde que se encontre o encaixe adequado.

Giovanna também chamou atenção para a responsabilidade do próprio profissional no desenvolvimento da carreira. Para ela, não é papel exclusivo do líder conduzir esse processo. “A carreira não é do gestor. A carreira é do liderado”, afirmou. Ela incentivou colaboradores a provocarem conversas sobre futuro, estratégia e oportunidades internas. “Perguntar para onde a empresa está indo e como posso contribuir faz parte do protagonismo profissional.”

Ao falar sobre tecnologia e Inteligência Artificial, Giovanna destacou que o futuro do trabalho exige um conjunto híbrido de competências. Segundo ela, a IA tende a apoiar processos como recrutamento e avaliação, mas não elimina a complexidade humana. “Muita coisa vai mudar, mas não é verdade que os empregos vão simplesmente acabar”, avaliou, ressaltando que ferramentas tecnológicas podem ampliar a capacidade de análise, mas precisam ser usadas com critério.

Por fim, ao abordar a dinâmica dos times, Giovanna foi direta ao falar sobre pessoas que atuam contra o grupo. “Uma pessoa que rema contra faz mais força do que apenas uma pessoa a menos”, comparou. Para ela, relações claras e conversas objetivas são essenciais. “Se a pessoa não quer estar ali, não é para estar. Dá para fazer uma saída bem conduzida, sem ser abrupta.”

Assista a entrevista na íntegra

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  • Foto: Lucas Cardoso/ Mais Expressão


  • Foto: Lucas Cardoso/ Mais Expressão

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