Publicado em 26/10/2026 às 12h50 atualizado em 26/10/2026 às 12h50 - Indaiatuba Política
Em Indaiatuba, candidato do PL ficou à frente
Foto: Mais Expressão
Ana Paula Kuntz
No segundo turno, em 25 de outubro, Indaiatuba votou na contramão do país. Flávio Bolsonaro (PL) recebeu 98.414 votos na cidade, 63,55% dos votos válidos, contra 56.436 de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 36,45%. A vantagem é de 41.978 votos, ou 27,1 pontos percentuais.
No Brasil, o placar se inverteu. Lula foi reeleito com 64.256.232 votos (51,79%) contra 59.826.041 de Flávio (48,21%), margem de 4.430.191 votos, ou 3,58 pontos. Dos 192.523 eleitores aptos no município, 161.570 foram às urnas, abstenção de 16,08%, menor que os 19,22% do país.
1º turno x 2º turno
Na comparação consigo mesma, a cidade ampliou a votação dos dois candidatos e, ao mesmo tempo, reduziu a vantagem do PL. Em 4 de outubro, Flávio teve 89.515 votos (60,29%) e Lula, 43.398 (29,23%). Outros dez candidatos somaram 15.560.
De um turno para o outro, Lula acrescentou 13.038 votos em Indaiatuba, alta de 30%, e Flávio ganhou 8.899, avanço de 9,9%.
Como o primeiro turno teve 12 candidatos, o percentual bruto não é comparável ao do segundo. Na disputa direta entre os dois, Flávio recuou de 67,35% para 63,55%, perda de 3,80 pontos, enquanto Lula subiu de 32,65% para 36,45%.
O comparecimento subiu de 156.644 para 161.570, com 4.926 eleitores a mais, e a abstenção caiu de 18,63% para 16,08%, redução de 2,52 pontos, mais intensa que a nacional, de 21,08% para 19,22%.
Dos 21.937 votos que entraram na conta entre um turno e outro (os 15.560 dados aos demais candidatos somados aos 6.377 de votos válidos a mais), Flávio ficou com 40,5% e Lula com 59,5%. No país, o avanço também foi desigual, mas a favor do petista: 19,3% para Lula contra 6,6% para Flávio.
Horário prolongado
Não há registro oficial de seção que tenha aberto ou permanecido aberta depois das 17h em Indaiatuba, e a cidade nem aparece na lista de municípios paulistas citados pelo STF como afetados por problema de transporte.
A liminar de Cristiano Zanin foi assinada às 17h01, um minuto depois do fim previsto da votação. O texto original mandava prorrogar por duas horas, até as 19h, "em todas as seções de todo o Brasil". O pedido veio da campanha de Lula, que alegou problemas de transporte público, e a decisão cita cidades como São Paulo, Jundiaí, Itapevi, Americana, Santa Bárbara d'Oeste, Itapetininga, Botucatu, Apiaí, Ribeira e Iporanga.
Menos de uma hora depois, Zanin esclareceu que a prorrogação valia apenas para as seções que ainda estavam abertas no momento da decisão.
O TRE-SP soube da decisão pela imprensa por volta das 17h, confirmou com o TSE às 17h16 e transmitiu a orientação aos 393 juízes eleitorais do estado às 17h18. Nesse horário, segundo o próprio tribunal, cerca de 80% das seções já haviam encerrado e não havia como reabrir urnas.
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