Publicado em 11/08/2026 às 11h10 Brasil Meio Ambiente
Foto: Divulgação
O mês de agosto, tradicionalmente marcado pelo clima seco em grande parte do Brasil, traz um fenômeno conhecido por especialistas como “efeito deserto”, caracterizado pela baixa umidade do ar e seus impactos diretos no organismo. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a umidade relativa pode ficar abaixo dos 30% em diversas regiões, índice considerado de atenção pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e que favorece quadros de desidratação, ressecamento da pele, irritação das vias aéreas e alterações no funcionamento do metabolismo.
Um dos principais desafios desse período é que, ao contrário dos dias mais quentes, a sensação de sede tende a diminuir, fazendo com que muitas pessoas ingerem menos líquidos do que o necessário. Esse comportamento pode sobrecarregar os rins, dificultar a eliminação de toxinas e até interferir na regulação do apetite, levando à chamada “falsa fome”, quando o corpo sinaliza necessidade de hidratação, mas é interpretado como fome.
Segundo a médica da família Dra. Mayara Motta, a hidratação adequada vai muito além do consumo de água pura. “No tempo seco, precisamos adotar estratégias complementares para manter o equilíbrio do organismo. Alimentos ricos em água e eletrólitos são grandes aliados nesse processo, pois ajudam a hidratar de forma gradual e eficiente”, explica.
Entre os exemplos citados pela especialista estão alimentos como melancia, abobrinha, chuchu, pepino e frutas cítricas, além da água de coco, que também contribui para a reposição de sais minerais. “Esses alimentos têm alta densidade hídrica e ajudam não só na hidratação, mas também no bom funcionamento do intestino, na regulação da temperatura corporal e na disposição ao longo do dia”, afirma.
A médica ressalta ainda que manter uma rotina de ingestão de líquidos, mesmo sem sede, é fundamental durante esse período. “Esperar sentir sede pode ser um sinal tardio de desidratação. O ideal é distribuir a ingestão de líquidos ao longo do dia e combinar com uma alimentação equilibrada, rica em alimentos naturais”, orienta.
Além dos impactos internos, o “efeito deserto” também se reflete externamente, com aumento de queixas como pele seca, lábios rachados e olhos irritados. Por isso, especialistas reforçam que o cuidado deve ser integral, envolvendo hidratação, alimentação e atenção aos sinais do corpo.
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