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Doação de medula óssea: você pode ser a chance de cura de alguém

Um simples cadastro no REDOME pode aumentar as chances de encontrar compatibilidade

 Publicado em  18/09/2026 às 10h00  Indaiatuba  Saúde


Dr. Raul Alcalá – Hematologista, CRM-SP 214.170 – RQE 146.300

Dr. Raul Alcalá – Hematologista, CRM-SP 214.170 – RQE 146.300
Foto: Divulgação

PUBLIEDITORIAL

Dr. Raul Alcalá
ESPECIAL PARA O MAIS EXPRESSÃO

Há mais de meio século, o transplante de medula óssea se tornou uma importante ferramenta no tratamento das doenças do sangue, especialmente das leucemias agudas. Para alguns pacientes, representa uma das principais possibilidades de cura. Com os avanços da medicina, suas indicações foram ampliadas e hoje incluem outros cânceres hematológicos e, em situações específicas, até doenças autoimunes, como lúpus e esclerose múltipla.
No dia 19 de setembro é celebrado o Dia Mundial do Doador de Medula Óssea, uma oportunidade para conscientizar a população de que, assim como podemos doar sangue, também podemos nos cadastrar para doar a nossa “fábrica do sangue”: a medula óssea.
No Brasil, os potenciais doadores são cadastrados no REDOME, Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea, um dos maiores registros de doadores do mundo. Para realizar um novo cadastro, é necessário ter entre 18 e 35 anos. Uma vez cadastrado, o voluntário permanece disponível no registro até completar 60 anos. Assim, uma pessoa cadastrada aos 30 anos, por exemplo, poderá ser chamada para uma possível doação muitos anos depois.
Uma dúvida comum é sobre o que acontece no momento do cadastro. E a resposta é simples: você não doa medula óssea nessa etapa. São registrados seus dados pessoais e coletada uma pequena amostra de sangue para a realização da tipagem HLA, exame que identifica características genéticas importantes para avaliar a compatibilidade entre doador e paciente.
Quando um paciente necessita de transplante, suas características são comparadas às dos voluntários cadastrados. Caso seja identificada uma possível compatibilidade, o REDOME entra em contato com o potencial doador. A partir daí, são realizados novos exames para confirmar essa compatibilidade, além de uma avaliação médica para garantir que o procedimento seja seguro para o doador.
Encontrar um doador compatível pode ser um grande desafio. Para muitos pacientes que não encontram essa compatibilidade dentro da própria família, a esperança pode estar em uma pessoa desconhecida que, em algum momento da vida, decidiu se cadastrar como doadora voluntária.
Por isso, ampliar o número e a diversidade de pessoas cadastradas é fundamental. Quanto maior e mais diverso for o REDOME, maiores serão as possibilidades de encontrar alguém compatível e oferecer uma nova perspectiva de tratamento a quem precisa.
Cadastrar-se como potencial doador é uma decisão voluntária que pode fazer uma enorme diferença. Informe-se sobre os locais de cadastro e considere fazer parte do REDOME. Um gesto simples hoje pode, no futuro, representar uma oportunidade de tratamento e até de cura para alguém.
 

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  • Dr. Raul Alcalá – Hematologista, CRM-SP 214.170 – RQE 146.300

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