Publicado em 30/04/2026 às 10h54 Indaiatuba Cidades
Comissão de Finanças agendou para dia 8 de maio a audiência pública para discussão das diretrizes
Foto: Divulgação
Os membros da Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara deram início à análise do projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) elaborado pelo Executivo Municipal para o exercício financeiro de 2027 na última terça-feira, dia 28.
A LDO é uma das três principais peças de planejamento governamental, ao lado do Plano Plurianual e da Lei Orçamentária Anual, e tem como principal finalidade definir quais são as prioridades orçamentárias da administração para o ano seguinte.
O presidente da Comissão de Finanças, vereador Leandro Pinto, agendou para o dia 8 de maio a realização de audiência pública para discussão das diretrizes propostas. “Espero que a população participee apresente sugestões e críticas a respeito das metas e prioridades, da estrutura e organização do orçamento e dos mecanismos do equilíbrio entre a receita e despesa, assuntos tratados pela LDO com impacto direto na vida de todos os munícipes”, afirmou.
Os comentários poderão ser encaminhados à Comissão até o dia 22 de maio no portal E-Câmara, pelo link www.indaiatuba.sp.leg.br/audiencia-publica.
ESTIMATIVAS
A LDO proposta prevê receitas e despesas totais de R$ 2,852 bilhões em 2027. Pelo lado da receita, estima-se que R$ 2,219 bilhões serão arrecadados pela Prefeitura, R$ 270 milhões pelo SAAE (Serviço Autônomo de Água e Esgotos), R$ 359 milhões pelo Seprev (Serviço de Previdência e Assistência à Saúde dos Servidores Municipais de Indaiatuba) e R$ 3,034 milhões pela FIEC (Fundação Indaiatubana de Educação e Cultura).
Já as despesas foram divididas em despesas correntes (R$ 2,655 bilhões), despesas de capital (R$ 101 milhões) e Reserva de Contingência (R$ 95 milhões).
“Em toda a matéria financeira, as palavras que dominam o cenário econômico local e externo são a incerteza, a volatilidade e a insegurança, tornando o ambiente bastante desafiador”, alerta o documento.
Acompanha o projeto de lei aprofundada análise do contexto econômico nacional e internacional, assinada pelo secretário municipal da Fazenda, Marcos Paulo de Oliveira. Nela, o secretário salienta que, dentre as peças de planejamento, a LDO é a que exige maior atenção quanto ao comportamento das variáveis macroeconômicas como o PIB (Produto Interno Bruto), inflação, taxa Selic e o índice de desemprego.
“A partir dessa visão ampliada é que as metas fiscais são definidas anualmente, com o objetivo de orientar o orçamento e alocar os recursos da população da melhor forma”, observa o titular da pasta.
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