Jornal Mais Expressão - Indaiatuba
Jornal Mais Expressão. Conteúdo gratuito e de qualidade!
Central de Relacionamento

Dia Mundial da Doença de Alzheimer: como a cannabis medicinal pode auxiliar no controle de sintomas

Com o avanço das pesquisas sobre o sistema endocanabinoide, novas possibilidades vêm sendo investigadas

 Publicado em  04/11/2026 às 12h39  atualizado em 04/09/2026 às 12h40 - Brasil  Saúde


O Dia Mundial da Doença de Alzheimer, lembrado em 21 de setembro, chama a atenção para uma doença neurodegenerativa que afeta milhões de pessoas e também impacta diretamente familiares e cuidadores. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 55 milhões de pessoas vivem com algum tipo de demência no mundo, e a doença de Alzheimer representa cerca de 60% a 70% desses casos. Com o envelhecimento da população, cresce também a busca por estratégias que possam contribuir para o controle de sintomas e para a qualidade de vida dos pacientes.Nesse contexto, a cannabis medicinal vem sendo estudada como uma possibilidade complementar no cuidado de pessoas com Alzheimer, principalmente para sintomas associados à doença, como dor, alterações do sono, ansiedade, agitação e alguns sintomas comportamentais. 

A médica Beatriz Jacob, especialista em dor e no uso de cannabis medicinal, explica que é importante diferenciar o controle de sintomas de um eventual tratamento da própria doença. “Até o momento, não podemos afirmar que a cannabis medicinal cure ou interrompa a progressão do Alzheimer. O que existe é uma investigação crescente sobre o potencial de determinados canabinoides no controle de sintomas que podem comprometer bastante a qualidade de vida”, afirma.

Entre os componentes mais estudados estão o canabidiol (CBD) e o tetra-hidrocanabinol (THC), que atuam de maneiras diferentes no organismo. Pesquisas vêm avaliando principalmente o potencial dos canabinoides para sintomas neuropsiquiátricos, como agitação e agressividade, que podem aparecer em fases mais avançadas da demência. Entretanto, os resultados ainda são limitados e variam conforme a formulação, dose e perfil do paciente.

“O tratamento precisa ser individualizado, especialmente porque estamos falando de pessoas idosas, que frequentemente utilizam vários medicamentos e podem ser mais sensíveis a efeitos adversos. Não é seguro simplesmente utilizar um produto à base de cannabis por conta própria”, alerta a Dra.

Outro ponto importante é que a cannabis medicinal não substitui os tratamentos convencionais para Alzheimer. Atualmente, existem medicamentos e estratégias não farmacológicas indicados para determinados pacientes, além do acompanhamento multidisciplinar. A cannabis pode ser considerada, em situações específicas, como uma terapia complementar, sempre com avaliação médica e acompanhamento da resposta ao tratamento.

Com o avanço das pesquisas sobre o sistema endocanabinoide, novas possibilidades vêm sendo investigadas, mas ainda são necessários estudos clínicos maiores e de melhor qualidade para estabelecer quais pacientes podem realmente se beneficiar e quais formulações são mais adequadas. “Precisamos olhar para a cannabis medicinal com responsabilidade: nem como uma solução milagrosa, nem como algo que deve ser descartado. Existe potencial terapêutico para alguns sintomas, mas a indicação precisa ser baseada em evidências e feita de forma individualizada”, conclui a médica.

Galeria de mídia desta notícia

Conheça o Guia Expressão e crie sua página na Internet. Baixo investimento e alto poder de conversão.
Clique aqui e solicite!


Revista Digital

Jornal Digital

Mídias Sociais

Frutos de Indaiá

O Troféu Frutos de Indaiá tem o significado de sucesso e vitória. Uma premiação pelo esforço contínuo e coletivo em direção à excelência.

Confira como foi o Frutos de Indaiá 2022.

COMPARTILHAR ESSE ITEM