Publicado em 22/07/2022 às 10h22 Indaiatuba Cultura e lazer
Bárbara Garcia
As mulheres da foto são algumas das escritoras mais influentes da literatura brasileira e mundial, respectivamente a inglesa Virgínia Woolf, as brasileiras Carolina Maria de Jesus e Raquel de Queiroz, a ucraniana – criada no Brasil – Clarice Lispector e a francesa Simone de Beauvoir. Felizmente, apesar da genialidade peculiar de cada uma, atualmente estão longe de ser as únicas a ter sucesso na arte de escrever.
A plataforma digital de auto publicação Clube dos Autores constatou, em uma pesquisa, que o número de publicações literárias femininas foi de 34% do total de obras publicadas em 2019 para 44% em abril deste ano. A Câmara Brasileira do Livro confirma que não somente elas estão publicando mais, como também conquistando grandes premiações.
Prova disso foi a escritora paraense Monique Malcher, que venceu o prêmio Jabuti – o mais prestigiado no meio literário brasileiro – na categoria Conto com o livro “Flor de Gume”, na edição deste ano.
O presidente da Câmara Brasileira do Livro, Victor Tavares, afirmou que historicamente a sociedade foi construída por um sistema patriarcal, por isso a participação masculina é dominante. “Isso está mudando gradualmente”, disse ele.
Um caso importante a ser relembrado é o da escritora e poeta Emily Dickinson, que teve sua trajetória contada no filme “Além das palavras”: por viver no final do século XIX e não ser casada, infelizmente não obteve apoio ou estímulo para ser publicada à época, sendo que a maioria de seus poemas foi a público após sua morte.
Aliás, o título original em inglês revela muito mais sobre o machismo e sofrimento enfrentados. “A Quiet Passion” significa em tradução literal “uma paixão silenciosa”, que demonstra o quanto sua arte da escrita foi obrigada a submeter-se ao silenciamento, à opressão.
Romance é gênero predominante entre as mulheres
O presidente da plataforma Clube dos Autores, Ricardo Almeida, disse que o gênero mais publicado atualmente entre as mulheres é o romance (21%), seguido de religião (6%), poesia (5%), infanto juvenil (4%) e didáticos (4%).
Na editora paulistana Traçado Editorial, fundada por uma mulher – a jornalista Beatriz Santos – os três projetos já lançados foram escritos por mulheres. Além disso, entre as autoras estão mulheres negras e com deficiência, o que reforça também a importância da diversidade de vozes.
Outro aspecto interessante é o salto de mulheres indicadas ao Nobel de Literatura e ainda ao Prêmio Jabuti: enquanto na primeira edição do concurso brasileiro em 1963 apenas uma mulher foi escolhida, na última edição, realizada agora em 2021, dez autoras foram condecoradas.
Ainda há um longo caminho a percorrer para que as mulheres ocupem suas posições de direito em todas as áreas da sociedade. Porém, todo avanço merece ser comemorado.
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