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Cônsul honorário de Chipre em Indaiatuba é alvo de operação

PF apura entrada irregular: smartphones e outros eletrônicos chegaram via Viracopos

 Publicado em  25/09/2026 às 08h18  Indaiatuba  Polícia


Mais de 230 toneladas de mercadorias teriam sido internalizadas clandestinamente entre 2023 e 2024

Mais de 230 toneladas de mercadorias teriam sido internalizadas clandestinamente entre 2023 e 2024
Foto: Divulgação

Um cônsul honorário do Chipre que mora em Indaiatuba foi um dos alvos da Operação Rota Diplomática, deflagrada pela Polícia Federal nesta quarta-feira (23). A ação investiga um esquema suspeito de utilizar falsas malas diplomáticas para introduzir mercadorias estrangeiras de forma irregular no Brasil pelo Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas. 

Segundo a investigação, cargas contendo principalmente smartphones e outros produtos eletrônicos vindos dos Estados Unidos eram enviadas ao Brasil com selos e elementos de identificação vinculados ao serviço consular do Chipre. A suspeita é de que a identificação fosse utilizada para simular a condição de mala diplomática e dificultar a fiscalização.

A apuração aponta que o cônsul honorário não teria prerrogativa para enviar ou receber malas diplomáticas. Esse tipo de remessa é destinado ao transporte de documentos e materiais oficiais entre governos e representações diplomáticas. 

Dos nove mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal, dois foram cumpridos em Indaiatuba. As demais ações ocorreram em Santana de Parnaíba, São Paulo e Mauá. Também foi determinado o bloqueio de aproximadamente R$ 20 milhões em bens e valores dos investigados. 

De acordo com a Polícia Federal, a investigação aponta que mais de 230 toneladas de mercadorias teriam sido internalizadas clandestinamente pelo esquema entre 2023 e 2024. Durante as apurações, também foram registradas apreensões de produtos eletrônicos. 

A PF também investiga um homem de 43 anos, morador da capital paulista e com cidadania norte-americana, apontado como suspeito de coordenar o esquema. Segundo as informações divulgadas sobre a investigação, Viracopos seria utilizado como principal porta de entrada das mercadorias.

Nesta etapa da operação, não foram cumpridos mandados de prisão. Os investigados poderão responder, em tese, pelos crimes de descaminho, organização criminosa e lavagem de dinheiro. 

Em nota, o Itamaraty informou que não conduz investigações policiais e não possui ingerência sobre malas diplomáticas de outros países.

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