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Como experiências imersivas podem contribuir para a saúde mental e segurança no trabalho

A Virtual Escape Room Study analisou como equipes conseguem manter altos níveis de desempenho em contextos de múltiplos objetivos dentro de experiências virtuais

 Publicado em  19/01/2026 às 16h25  Campinas  Comportamento


Jeannette Galbinski, diretora de marketing e sócia-fundadora do Escape 60’

Jeannette Galbinski, diretora de marketing e sócia-fundadora do Escape 60’
Foto: divulgação

A segurança e a saúde no trabalho são hoje alguns dos maiores desafios das organizações. A Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) estabelece diretrizes que exigem não apenas a prevenção de riscos físicos, químicos e biológicos, mas também psicossociais, como estresse, ansiedade e burnout. Esse aspecto amplia a responsabilidade das empresas, que precisam ir além das ações tradicionais e encontrar metodologias capazes de promover um ambiente de trabalho mais saudável, seguro e engajador.

É nesse cenário que experiências imersivas, como os escape rooms, ganham protagonismo. Trata-se de jogos presenciais ou onlines em que grupos de pessoas são desafiados a resolver enigmas e superar obstáculos em um tempo limitado, para “escapar” de uma sala temática, que podem ser um reflexo dos hábitos do dia a dia. Evidências recentes reforçam esse potencial: uma revisão publicada em 2024 no PubMed, que reuniu 15 estudos com 2.434 participantes, mostrou que o uso de escape rooms em equipes de saúde melhorou significativamente a comunicação, a coesão e a colaboração interprofissional. Já um estudo de 2025, publicado na ScienceDirect, demonstrou que salas de fuga virtuais são eficazes para avaliar e fortalecer o desempenho coletivo e o senso de pertencimento em ambientes isolados.

Outro trabalho de 2025, disponível no ResearchGate sob o título Team Performance Through Selection, Optimization, and Compensation: A Virtual Escape Room Study analisou como equipes conseguem manter altos níveis de desempenho em contextos de múltiplos objetivos dentro de experiências virtuais. E, mais recentemente, a pesquisa ARctic Escape (2025), divulgada no arXiv, mostrou que escape rooms em realidade aumentada reforçam conexão social, engajamento e colaboração em ambientes altamente tecnológicos.

Esses resultados deixam claro que os escape rooms não são apenas uma forma de entretenimento, mas ferramentas concretas para reduzir o estresse, estimular habilidades socioemocionais e reforçar vínculos organizacionais. Em um contexto corporativo, cada desafio dentro de uma sala representa situações que fazem parte do cotidiano das equipes, como lidar com prazos curtos, resolver problemas sob pressão, tomar decisões em grupo ou se comunicar de forma clara e estratégica para atingir um objetivo comum.

Durante a experiência, é possível observar como os participantes se organizam, assumem papéis de liderança, distribuem tarefas e reagem diante de imprevistos, comportamentos diretamente ligados à rotina de trabalho. Esse espelhamento do “mundo real” em um ambiente seguro e lúdico permite que as empresas desenvolvam habilidades essenciais de maneira prática e engajante.

Ao adotar esse tipo de atividade, as organizações não apenas atendem às exigências da NR-1, mas também demonstram comprometimento com a saúde integral de seus colaboradores. A experiência combina momentos de descontração com o desenvolvimento de competências essenciais, como raciocínio lógico, liderança, tomada de decisão e trabalho em equipe, criando um ambiente mais saudável, colaborativo e conectado ao propósito corporativo.

Embora ainda seja necessário ampliar as pesquisas nacionais sobre o impacto desses métodos no contexto brasileiro, as evidências internacionais já indicam resultados consistentes: redução do estresse, fortalecimento de vínculos e melhora na comunicação entre equipes. Mais do que uma tendência de treinamento, experiências como os escape rooms apontam para uma nova visão de saúde corporativa, uma que combina diversão,  aprendizado e propósito, ajudando colaboradores a se reconectarem com o trabalho de forma mais humana e equilibrada.

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  • Jeannette Galbinski, diretora de marketing e sócia-fundadora do Escape 60’

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