Publicado em 03/06/2025 às 14h37 Campinas Comportamento
Liderar é enxergar o outro
Foto: divulgação
Um levantamento realizado pelo Insper em parceria com a consultoria Robert Half identificou as estratégias mais eficazes para desenvolver líderes dentro das organizações. Entre elas estão programas de mentoria, capacitação contínua e a alocação de profissionais em projetos estratégicos. Mas, antes mesmo de pensar em formação e ferramentas, uma pergunta crucial precisa ser feita — e muitas vezes é esquecida: essa pessoa quer, de fato, liderar pessoas?
Essa é a provocação feita por Vivi Quiessi, especialista em liderança humanizada e gestão de pessoas. Segundo ela, o primeiro passo para uma liderança eficaz está em algo que vai além da técnica: a vontade genuína de lidar com pessoas.
“Antes de tudo, é essencial saber se a pessoa quer ser líder. E se o empresário realmente quer liderar pessoas. Não dá para exigir de um colaborador, empresário ou autônomo que assuma a liderança sem ter disposição para isso. Liderança exige presença, escuta e, acima de tudo, gostar de gente”, afirma Vivi.
Essa falta de alinhamento entre desejo e função, segundo a especialista, é uma das principais causas de desmotivação nas empresas. Quando alguém assume um cargo de liderança sem preparo — ou sem vontade — o impacto negativo se reflete no clima organizacional e no desempenho da equipe.
“É comum vermos líderes que não gostam de lidar com pessoas. No caso de um colaborador, é preciso escolher alguém que tenha esse perfil. No caso do empresário, é preciso contratar quem exerça essa função com empatia e competência. Colocar alguém que não quer — ou não sabe — liderar afeta diretamente o engajamento da equipe”, alerta Vivi.
Liderança se aprende — mas começa pelo autoconhecimento
Embora existam pessoas com uma predisposição natural para liderar, Vivi acredita que a liderança é uma habilidade que pode — e deve — ser desenvolvida. O ponto de partida, no entanto, está no autoconhecimento.
“O que me impede de delegar? De ouvir mais? De abrir mão do perfeccionismo? Liderar é, antes de tudo, se perguntar: o que preciso desenvolver em mim para conseguir olhar verdadeiramente para o outro?”, provoca.
Além de se conhecer, o líder precisa conhecer o negócio. Ter clareza sobre os produtos, serviços, concorrência, oportunidades e desafios da empresa é fundamental para tomar decisões com segurança e orientar o time com propósito.
“Não basta querer liderar. É preciso entender o território onde se está atuando. Conhecer o negócio é um passo essencial para inspirar e conduzir a equipe com consistência”, diz.
Liderar é engajar, e engajar é se importar
Outro aspecto inegociável da boa liderança é o domínio dos processos internos da empresa. Para Vivi, ninguém consegue liderar com eficácia sem conhecer as habilidades técnicas exigidas em cada função e garantir que sua equipe tenha acesso ao conhecimento necessário.
“Liderança exige prática e intencionalidade. Treinar as pessoas, compreender os processos e desenvolver competências técnicas são tarefas que exigem proximidade e interesse genuíno”, afirma.
Por fim, Vivi destaca que o engajamento da equipe está diretamente relacionado ao sentimento de pertencimento — e que o papel do líder é criar esse ambiente de segurança, aprendizado e conexão.
“Liderar é enxergar o outro. É reconhecer talentos, incentivar o desenvolvimento e cultivar relações verdadeiras. Liderança humanizada é isso: conectar resultados a pessoas. E isso só é possível quando o líder realmente gosta de pessoas.”
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