Publicado em 18/02/2026 às 12h06 Indaiatuba Cidades
Foto: Mais Expressão
Trabalhadores do setor de coleta de lixo em Indaiatuba paralisaram pacificamente as atividades nesta semana para reivindicar reajuste salarial, aumento no vale-alimentação e melhores condições de trabalho. A mobilização envolve funcionários da empresa responsável pela coleta no município.
Segundo relato dos coletores, o salário base atual é de R$ 1.707, acrescido de 40% de insalubridade e vale-alimentação de R$ 880. Eles afirmam que, após descontos, os valores recebidos são insuficientes para cobrir despesas básicas, especialmente diante do custo de vida na cidade. Os trabalhadores também alegam que municípios vizinhos pagam salários e benefícios superiores para a mesma função.
Entre as principais reclamações estão a sobrecarga de trabalho por falta de efetivo, jornadas que se estendem até as 20h ou 21h, ausência de suporte alimentício durante o expediente e equipes reduzidas, com apenas dois coletores por caminhão em trechos considerados longos e pesados.
Os funcionários também denunciam problemas estruturais na frota, relatando caminhões em condições inadequadas de uso, incluindo veículos sem botão de emergência e com falhas mecânicas. Também apontam falta de estrutura no aterro sanitário, como ausência de banheiros e de área coberta para abrigo em dias de chuva.
Outra queixa envolve descontos considerados abusivos. De acordo com os trabalhadores, a apresentação de atestados médicos pode resultar na perda de premiações e descontos no vale-alimentação. Eles afirmam ainda que o intervalo de almoço é descontado na folha de pagamento, embora muitas equipes não consigam interromper o trabalho para realizar a refeição.
Diante da situação, os coletores formalizaram denúncia ao Ministério Público do Trabalho (MPT), solicitando fiscalização sem aviso prévio, auditoria nas folhas de pagamento e apuração das condições operacionais. O grupo pede sigilo na identificação dos denunciantes para evitar possíveis retaliações.
Em nota, a Corpus Saneamento informou que, desde as primeiras horas da manhã, buscou estabelecer diálogo direto com os colaboradores que aderiram à paralisação dos serviços em Indaiatuba. Segundo a empresa, a iniciativa teve como objetivo construir uma solução imediata e responsável, mesmo diante do entendimento de que a paralisação ocorreu de forma ilegal, sem o cumprimento dos requisitos previstos na legislação.
A empresa afirmou ainda que, durante as tratativas, apresentou, em caráter excepcional e emergencial, uma proposta concreta de aumento imediato em determinados benefícios. A medida, segundo a Corpus, visava possibilitar a retomada dos trabalhos e evitar prejuízos à população, enquanto as reivindicações econômicas poderiam ser discutidas no momento adequado, dentro do processo regular de negociação do dissídio coletivo da categoria.
Apesar da tentativa de conciliação e da proposta apresentada, a empresa informou que não houve aceitação por parte dos grevistas.
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