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Cidade registrou 103 acidentes com escorpiões no ano passado

Quatro aplicações de soro foram necessárias; em 2026, são 33 notificações registradas

 Publicado em  17/04/2026 às 11h15  Indaiatuba  Cidades


Foto: Divulgação

Por: Fábio Alexandre 

Nos últimos cinco anos, o número de notificações de acidentes com escorpiões quase dobrou, passando de 54 em 2020 para 101 em 2025. Os dados do Núcleo de Informações Estratégicas em Saúde (NIES) do Governo do Estado de São Paulo destaca ainda a ausência de óbitos e uma maior incidência de casos em pessoas com mais de 20 anos. 
Os dados destacam 563 notificações para picada de escorpiões desde o início da série histórica, iniciada no ano de 2007. Os números indicam ainda que 2025 registrou o maior número de casos e que a faixa de tempo entre o acidente e o atendimento é, em 67,14% dos casos, de apenas uma hora. 
Entre as notificações, a região corporal mais afetada pela picada, em toda a série história, é o dedo da mão, com 22,38% dos casos, seguido pelo pé (18.65%) e mão (13,85%). 
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde informou que o aumento no aparecimento de escorpiões é esperado durante o verão, em razão do clima quente e úmido, que favorece a proliferação da espécie. Em 2025, o município registrou 101 notificações de acidentes com escorpiões, com aplicação de quatro soros. Em 2026, até o momento, foram registradas 33 notificações, com um soro aplicado. 

MEDIDAS
A pasta destaca ainda que o Setor de Controle de Zoonoses atua a partir das solicitações da população, com equipes técnicas que realizam vistorias nos imóveis, identificam pontos de abrigo e acesso dos escorpiões e orientam os munícipes sobre medidas preventivas e de controle, reforçando a importância da eliminação de focos e da manutenção adequada dos ambientes.
Os escorpiões estão adaptados ao ambiente urbano, sendo encontrados principalmente em bueiros e redes de esgoto, locais com abundância de alimento e ausência de predadores.  
Em Indaiatuba, o soro antiescorpiônico está disponível no Hospital Augusto de Oliveira Camargo e seu uso atende a critérios médicos, com base em protocolos clínicos estabelecidos pelo Ministério da Saúde, considerando a avaliação do quadro do paciente, a gravidade do envenenamento e a presença de sinais e sintomas sistêmicos. É indicado para casos moderados ou graves, especialmeste em crianças e idosos. 
Em caso de picada, o primeiro passo é procurar atendimento médico imediatamente, mesmo que os sintomas iniciais pareçam leves. Não se deve aplicar nenhum tipo de produto, nem realizar torniquete ou compressa de gelo no local, uma vez que o frio pode potencializar a sensação de dor. A recomendação é lavar o local com água e sabão e, se possível, aquecer a região com compressas mornas, que ajudam a aliviar o desconforto.
No Brasil, a maioria dos casos envolvem escorpiões do gênero Tityus serrulatus, o escorpião-amarelo. Produzidos pelo Instituto Butantan, os antivenenos são disponibilizados gratuitamente à população por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).
 

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