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Casos de racismo nas torcidas acende alerta na Conmebol

Atos discriminatórios foram registrados em vários jogos da Libertadores neste ano

 Publicado em  04/05/2022 às 10h37  Indaiatuba  Comportamento


A presença da torcida nos estádios é sempre marcada por um misto de sensações. Às vezes, o que predomina é a festa. Se o time não vai bem, as vaias surgem para dar o tom da insatisfação geral. Como mostrado nesse artigo, a torcida pode fazer a diferença para ganhar um título. Mas, o que tem acontecido nesta edição da Copa Libertadores chama atenção de maneira negativa.

Em diversas partidas da competição Sul-Americana, casos de racismo foram relatados contra os adeptos brasileiros, em jogos realizados o Brasil ou em países como Argentina e Chile. A Conmebol, entidade que organiza o futebol na região, tem procurado tomar providências, mas a resposta da confederação é considerada ineficaz para analistas esportivos.

"A Cnmebol considera absolutamente inaceitável qualquer manifestação de racismo e outras formas de violência em seus torneios. Assume e assumirá sempre a sua cota de responsabilidade no combate a todo o tipo de discriminação. O combate a este flagelo ocupa um lugar central nas preocupações e no trabalho da CONMEBOL, o que se evidencia nas múltiplas campanhas de sensibilização e ações de grande envergadura, bem como na aplicação de sanções a quem incorrer nestas práticas desprezíveis", disse um trecho da nota emitida pela entidade na semana passada.

O texto segue, em que a Conmebol diz que vai fazer alterações para conter os casos de racismo. "A Conmebol promoverá mudanças na regulamentação para aumentar e endurecer as penalidades em casos de racismo. Também se compromete a desenhar e implementar novos programas e ações que visem banir definitivamente este problema do futebol sul-americano", afirma o documento.

Levantamento feito pelo jornal Lance! baseado em relatórios do Observatório da Discriminação Racial no Futebol Brasileiro aponta que de 2014 até agora foram 48 denúncias ou flagrantes de racismo em partidas de competições organizadas pela Conmebol — sete delas neste ano. Do total, apenas 11 renderam algum tipo de punição aos acusados de cometerem o ato criminoso ou ao clube para o qual eles torcem.

Outro dado que chama atenção é o fato de que em 38 casos de racismo, os denunciados ou flagrados ficaram impunes, sem ter qualquer tipo de resposta. Em 32 deles, os autores sequer foram identificados pelas autoridades. Isso mostra que a impunidade tem sido a regra.

Casos de racismo foram registrados na partida entre Corinthians e Boca Juniors, Flamengo e Talleres, e Flamengo e Colo-Colo. Os casos estão sendo analisados pelos respectivos clubes, para identificar os agressores e puni-los. Mas não se sabe qual será o desfecho dos casos e como as equipes sul-americanas vão agir para que isso não volte acontecer.

O artigo 17 do Código Disciplinar da Conmebol estabelece sanções aos clubes por comportamentos dos torcedores que atentem contra a dignidade humana. Estão incluídos nesse tópico discriminação por cor de pele, raça, sexo, orientação sexual, etnia, idioma, credo ou origem. Em 2020, a pena mínima para esse tipo de incidente era de US$ 15 mil (aproximadamente R$ 74 mil). No regulamento de 2021, a sanção mínima subiu para US$ 30 mil (cerca de R$ 148 mil).

 

 

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