Publicado em 09/01/2026 às 10h39 Brasil Saúde
A urologia oncológica figura hoje entre as áreas que mais evoluíram na medicina, impulsionada pelo uso de tecnologia de ponta, terapias cada vez mais precisas e métodos diagnósticos mais sensíveis. Esses avanços têm refletido diretamente no aumento da sobrevida e na melhora da qualidade de vida dos pacientes, como explica o urologista Dr. Samuel Torquetti Spagnul. Segundo o especialista, atualmente é possível identificar tumores urológicos em estágios iniciais e oferecer tratamentos menos invasivos, com recuperação mais rápida e resultados mais eficazes. Para ele, informação e acesso ao cuidado seguem sendo ferramentas essenciais no combate ao câncer.
Entre os tumores urológicos, o câncer de próstata permanece como o mais incidente entre os homens. Estima-se que um em cada seis desenvolverá a doença ao longo da vida. No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) aponta cerca de 72 mil novos casos por ano, enquanto, em nível mundial, o tumor representa aproximadamente 15% de todos os cânceres masculinos.
Quando diagnosticado precocemente, as chances de sobrevida em cinco anos ultrapassam 95%. O médico ressalta que exames simples e amplamente disponíveis, como o PSA e o toque retal, continuam sendo fundamentais, lembrando que mais da metade dos diagnósticos tardios poderia ser evitada com a realização periódica desses exames. Avanços como a cirurgia robótica, que reduz a perda sanguínea e preserva nervos importantes, a radioterapia modulada, com menos efeitos colaterais, e as terapias-alvo associadas à hormonoterapia de última geração têm ampliado as possibilidades de tratamento, inclusive nos casos mais avançados.
Outro cenário que tem se beneficiado do diagnóstico precoce é o câncer de rim. No mundo, surgem cerca de 431 mil novos casos por ano, enquanto no Brasil são aproximadamente 7 mil. Graças à detecção em fases iniciais, cerca de 70% dos tumores renais pequenos podem ser tratados com cirurgias preservadoras. De acordo com Dr. Samuel, técnicas minimamente invasivas, como a cirurgia robótica e a laparoscopia, permitem retirar apenas o tumor e preservar o rim em muitos pacientes, reduzindo impactos a longo prazo na função renal.
Já o câncer de bexiga chama atenção pela alta taxa de recorrência. Com mais de 600 mil novos casos anuais no mundo, esse tipo de tumor pode reaparecer em 50% a 70% dos pacientes, o que exige acompanhamento rigoroso e contínuo. O tabagismo está associado a cerca de metade dos casos em homens, reforçando a importância da prevenção. Para tumores não invasivos, as terapias intravesicais, como o uso do BCG, seguem sendo consideradas padrão ouro no tratamento.
Apesar de mais raro, o câncer de testículo merece destaque pela alta taxa de cura. A doença acomete principalmente homens entre 15 e 40 anos e, quando tratada precocemente, apresenta índices de cura superiores a 95%. A incidência mundial gira em torno de 80 mil casos por ano e segue em crescimento. O especialista reforça que o autoexame mensal continua sendo uma das formas mais simples e eficazes de detecção precoce.
Ao abordar prevenção e acompanhamento contínuo, Dr. Samuel Torquetti Spagnul destaca que tabus ainda afastam muitos homens do consultório médico. Para ele, se o medo e o preconceito fossem superados, mais de 60% dos tumores urológicos poderiam ser diagnosticados ainda em estágio inicial, quando as chances de cura são significativamente maiores.
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