Publicado em 02/04/2026 às 11h26 Indaiatuba Saúde
Dia Mundial da Conscientização sobre o Autismo reforça importância de reconhecer sinais precoces
Foto: Divulgação
Por: Flávia Girardi
No dia 2 de abril, data dedicada à conscientização sobre o autismo, especialistas reforçam a importância de reconhecer os sinais precoces do Transtorno do Espectro Autista (TEA) e buscar acompanhamento adequado o quanto antes.
Segundo a psicóloga Katia Aparecida Precoma, é fundamental que pais e responsáveis estejam atentos ao desenvolvimento infantil. “Os sinais de alerta incluem atrasos na fala ou no desenvolvimento motor, falta de contato visual, não responder ao próprio nome até 12 a 15 meses e comportamentos repetitivos”, explica. Outros pontos de atenção são regressão de habilidades, alterações intensas de sono e apetite, hiperatividade e isolamento.
Diante desses sinais, a recomendação é procurar avaliação especializada. “O diagnóstico precoce é crucial, pois permite intervenções terapêuticas que melhoram significativamente o prognóstico e a qualidade de vida da criança”, destaca. O acompanhamento pode envolver profissionais como fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e psicólogos.
A especialista ressalta que a intervenção deve ser contínua. “Intervenções realizadas cedo e de forma interdisciplinar trazem melhores resultados para o desenvolvimento e autonomia da pessoa com autismo”, afirma. Iniciar o tratamento nos primeiros anos favorece a comunicação e a socialização, podendo reduzir a necessidade de suporte mais intenso no futuro.
O papel da família é central nesse processo, embora traga desafios emocionais. “O diagnóstico é frequentemente devastador, gerando angústia, medo e ansiedade”, explica Katia. A sobrecarga e o estresse são comuns, principalmente diante das mudanças na rotina e da busca por tratamento.
Ainda assim, o envolvimento familiar faz diferença. “Famílias que participam ativamente das terapias e estruturam a rotina em casa contribuem diretamente para o desenvolvimento da criança”, reforça.
Outro ponto importante é combater os mitos sobre o TEA. “O autismo não é uma doença e não tem cura. É uma condição neurológica”, esclarece. Ideias como a de que pessoas autistas não têm empatia ou não se comunicam não correspondem à realidade. “Elas podem expressar sentimentos de formas diferentes”, completa.
Para a especialista, o acolhimento é essencial. “Muitas vezes, o maior obstáculo não é o autismo, mas a falta de adaptação da sociedade”, conclui.
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