Publicado em 29/11/2025 às 14h00 Indaiatuba Polícia
Polícia chegou ao adolescente ao rastrear equipamentos utilizados
Foto: Divulgação
A Polícia Civil identificou e conduziu à Delegacia de Polícia, na última quarta-feira (26), um adolescente de 14 anos que confessou ter produzido montagens falsas de nudez envolvendo alunas de uma escola particular de Indaiatuba. A titular da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), Fernanda Hetem, deu detalhes da investigação que levou à origem das publicações. “Tudo começou em setembro, quando a mãe de uma adolescente fez um Boletim de Ocorrência, depois de saber pela própria filha que haviam fotos dela em um site pornográfico, com links e milhares de visualizações”, contou a delegada. “Na sequência, apareceram um total de 14 ou 15 vítimas, todas menores e que estudavam no mesmo colégio”. As montagens seguiam o mesmo padrão. “Quase todas eram montagens. A cara da adolescente no corpo de uma mulher adulta em site pornográficos. Tínhamos o nome do site, sediado em Luxemburgo, e fizemos um ofício pedindo os números de IPs de onde foram feitos esses acessos”, explicou. “Recebemos a resposta com um e-mail e número de celular. Através do e-mail entramos em contato com o Google, mas a conta havia sido excluída. Porém, a operadora de celular nos enviou dois endereços de onde essas montagens haviam sido feitas”.
Mandado
Os dois endereços ficavam no mesmo condomínio. “Fiz o pedido de busca e apreensão judicial e o mandado foi expedido, inclusive para todos os eletrônicos da casa”, revelou. “Então duas equipes foram cumprir simultaneamente nas duas casas e em uma das delas o adolescente prontamente confessou, até porque iam levar o celular do pai, o computador da mãe, então ele resolveu contar”. A motivação, segundo a delegada, seria vingança. “Ele contou que sentiu-se excluído por algumas questões e que havia recém-saído da escola. Enfim, estava com raiva e quis se vingar de algumas meninas e acabou envolvendo outras para ninguém suspeitar que era ele”, contou a delegada. O menor foi conduzido à Delegacia junto com o pai, foi ouvido e liberado, já que menores são detidos somente em casos de violência. “Seu celular foi apreendido e enviado para perícia. Assim que voltar, o laudo será encaminhado para a Vara da Infância e o promotor e juiz vão decidir que tipos de medidas serão aplicadas ao menor”, destacou. A delegada fez um alerta ao final da entrevista. “Que fique claro: não é por ele ser menor que não acontece nada. Ele vai sofrer alguma consequência, que o juiz da Vara da Infância vai definir”, finalizou. Em nota, a Secretaria de Segurança Pública afirma que a investigação continua e que o caso foi registrado como “simulação de participação de criança ou adolescente em cena de sexo explícito ou pornográfica por meio de adulteração, montagem ou modificação de fotografia, vídeo ou qualquer outra forma de representação visual“.
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