Publicado em 05/10/2017 às 10h15 Internacional Mundo
As duas mulheres acusadas de envenenar Kim Jong-nam, meio-irmão do líder norte-coreano, Kim Jong-un, tinham rastros do agente neurotóxico VX em suas roupas, declarou nesta quinta-feira (5), durante o julgamento das mulheres, Raja Subramaniam, diretor do Centro de Armas Químicas da Malásia. A informação é da EFE.
O VX é um líquido oleoso incolor, sem cheiro e nem sabor, que leva tempo para evaporar, ataca o sistema nervoso e causa a morte. É considerado pelas Nações Unidas como uma arma de destruição em massa, e a sua produção e armazenamento foi proibida em 1993.
Subramaniam apontou que foram detectados rastros degradados do VX nas camisas das acusadas, a indonésia Siti Aisyah e a vietnamita Doan Thi Houng, únicas detidas pelo crime até agora.
O testemunho do especialista aconteceu na quarta audiência do processo, que será prorrogado, pelo menos, até o final de novembro e em que a promotoria chamará mais de 100 testemunhas com as quais pretende provar a "intenção de matar" das mulheres, afirma o jornal The Straits Times.
As duas acusadas, que se declararam inocentes durante a abertura do julgamento na última segunda-feira, podem pegar a pena de morte se forem condenadas.
Histórico
No dia 13 de fevereiro, Kim Jong-nam estava prestes a viajar para Macau, onde residia no exílio, quando duas mulheres invadiram o terminal de saída do Aeroporto Internacional de Kuala Lumpur e passaram o veneno no rosto dele.
A autópsia realizada pelos legistas malaios determinou que o cadáver continha resíduos do referido tóxico nos olhos, urina e sangue e em objetos pessoais. As duas acusadas afirmaram durante os interrogatórios que acreditavam estar participando de uma brincadeira em um programa de televisão e que o líquido utilizado era óleo para bebês.
A defesa questiona a exposição ao VX por parte das acusadas, já que nem elas e outras pessoas que tiveram contato direto com o corpo contaminado da vítima sofreram sintomas de envenenamento.
Elas falaram para as autoridades que um grupo de quatro homens, que supostamente orquestrou o incidente, pagou US$ 80 para cada uma para participar da ação que culminou com a morte de Kim.
Os homens, que foram identificados como norte-coreanos pela polícia malaia, deixaram o país mo mesmo dia do assassinato e estão em um paradeiro desconhecido.
O tribunal se recusou a publicar as identidades e nacionalidades destas quatro pessoas, também acusadas pelo assassinato. Os serviços de inteligência da Coreia do Sul e dos Estados Unidos atribuíram o crime a agentes norte-coreanos.
Já Pyongyang sustenta que Kim morreu de um ataque cardíaco e acusa as autoridades malaias de conspirar com os seus inimigos, ao mesmo tempo que insiste em identificar a vítima como Kim Chol, nome que estava no passaporte da vítima.
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