Publicado em 03/04/2025 às 14h06 Brasil Educação
Foto: Divulgação
Durante o mês de abril, o mundo se mobiliza com a campanha Abril Azul, voltada à conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Neste contexto, a escola é um dos espaços mais importantes para promover o respeito à diversidade e garantir o desenvolvimento pleno de crianças autistas.
Para a psicóloga clínica e escolar Camila da Silva Conceição, o ambiente escolar tem papel fundamental tanto na identificação precoce quanto na construção de uma educação inclusiva e acolhedora.
“A escola pode observar comportamentos característicos que sugerem o TEA, entre eles dificuldades na interação social, desafios na comunicação, sensibilidades sensoriais e comportamentos estereotipados. Quando esses sinais são percebidos, é essencial atender a família de forma acolhedora, compartilhar as observações e sugerir uma avaliação detalhada com um profissional especializado”, explica Camila.
Além da identificação, a inclusão efetiva é uma das grandes responsabilidades da escola. Camila destaca que pequenas mudanças podem fazer grande diferença para o aluno autista:
“Algumas estratégias são: criar um ambiente previsível, utilizar uma comunicação clara e direta, recorrer a recursos visuais para reforçar o aprendizado, oferecer tempo adicional para a realização de tarefas e incentivar a socialização.”
Outro ponto importante é saber lidar com crises emocionais e comportamentais que podem ocorrer no ambiente escolar. A psicóloga orienta:
“É preciso manter um ambiente calmo e, quando necessário, levar a criança para um local mais tranquilo. Utilizar técnicas de regulação emocional ajuda, mas o mais importante é identificar os gatilhos que desencadeiam a crise, para prevenir futuras situações semelhantes.”
A escola, no entanto, não atua sozinha. O trabalho em conjunto com a família e os profissionais de saúde é decisivo para o sucesso do processo educacional. “Essa parceria é fundamental para o bem-estar e bom aproveitamento pedagógico do aluno com TEA. Permite ajustes em estratégias e favorece o acompanhamento da evolução da criança”, destaca Camila.
Outro aspecto essencial para garantir a inclusão e combater o preconceito é trabalhar a conscientização com os colegas de classe, o que também previne casos de bullying. “Atividades educativas que abordem o que é o TEA, suas características e como todos podem contribuir para um ambiente mais empático são muito importantes. Valorizar as diferenças é essencial.”
Na prática, isso exige adaptações curriculares personalizadas, respeitando os ritmos e as habilidades de cada estudante. “A adaptação pode envolver simplificação ou redução de conteúdos, uso de recursos visuais, tarefas mais curtas e ajustes no tempo para evitar sobrecargas.”
Por fim, Camila ressalta a importância de capacitar educadores e funcionários. “É preciso realizar treinamentos sobre as características do autismo, estratégias de inclusão e manejo de crises. Também é essencial promover a empatia e a comunicação clara.”
Entre os desafios enfrentados no ambiente escolar, estão a resistência de algumas famílias em buscar avaliação especializada, a falta de apoio terapêutico e a dificuldade de alguns educadores em adotar práticas inclusivas. Mas, para a especialista, é possível superar essas barreiras com diálogo, acolhimento e formação contínua.
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