Publicado em 31/07/2024 às 14h58 Itu Saúde
penas 45,7% dos bebês brasileiros são alimentados exclusivamente com o leite materno
Foto: Divulgação
Anualmente, a importância do aleitamento materno é lembrada durante as ações do “Agosto Dourado”. O mês é dedicado a estimular, esclarecer dúvidas e orientar sobre a importância da amamentação até, pelo menos, os seis primeiros meses de vida da criança. Ainda assim, dados do Ministério da Saúde (MS) indicam que somente 45,7% dos bebês brasileiros são alimentados exclusivamente com o leite materno, que é o alimento mais completo, sob todos os aspectos, para essa fase. Rico em nutrientes, vitaminas e minerais, ele reduz em até 13% as mortes infantis, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Apesar de seus inúmeros benefícios, a amamentação nem sempre é um processo fácil, exige adaptação da mãe e do bebê, e muitas informações erradas acabam gerando falta de discernimento.
Para esclarecer alguns dos principais mitos e verdades sobre o assunto, a médica pediatra Michelle Marchi de Medeiros, coordenadora da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal e Maternidade do Vera Cruz Hospital, em Campinas (SP), elucida algumas dúvidas.
Existe leite fraco? MITO! Todos têm a mesma constituição. As pessoas acreditam que, pelo leite materno ter uma cor e densidade diferentes, por exemplo, ao do leite de vaca, que ele seja mais fraco, o que não é verdade. O leite da mãe tem todas as propriedades na quantidade adequada que o bebê precisa para que possa se desenvolver de maneira saudável.
O leite materno combate infecções? VERDADE! O leite materno é muito importante para fortalecer a imunidade dos bebês. É rico em anticorpos, possui glóbulos brancos e enzimas protetoras que defendem o organismo de infecções e na recuperação de doenças, protegendo o bebê contra várias patologias da infância, tais como diarreias, alergias, infecções respiratórias e otites.
Ingerir água aumenta a produção de leite? MITO! Não há comprovação científica sobre isso. O metabolismo do corpo da mãe fica aumentado durante a fase da amamentação e, por isso, é comum a lactante sentir sede com mais frequência. Mas não há nenhum estudo que mostre benefício no consumo aumentado de água para a produção de leite. Entretanto, uma mulher desidratada pode ter sua produção diminuída. A quantidade ideal de líquido diária varia de 2 a 3 L/dia (cerca de 8 copos/dia).
A cada três horas o bebê precisa ser amamentado? MITO! Não há uma regra: o bebê é quem vai demonstrar o seu ritmo e a mãe deve ficar atenta para dar o peito sempre quando o bebê solicitar, avaliando sinais de fome. Com o tempo, a criança vai fazer seu próprio horário de mamadas. Existem bebês que levam em torno de 5 a 10 minutos para mamar; outros podem levar de 20 a 30. O importante é que a mãe mantenha a amamentação até que o bebê perca o interesse, o que significa que ele já está satisfeito. Um ponto de atenção é a “pega”, ou seja, o bom encaixe da boca do bebê ao bico do seio da mãe: a criança deve conseguir abocanhar a maior parte da aréola, para que extraia de forma mais eficaz o leite e evite fissuras, sendo mais confortável para ambos. Em situações especiais, os bebês precisarão ser estimulados a mamar com intervalos pré-definidos, mas isso será orientado pelo pediatra.
Se a mãe ingerir chocolate ou feijão, pode causar cólica no bebê? MITO! Não existe nenhuma comprovação de que a alimentação da mãe possa interferir na cólica do bebê. A mãe deve ter uma alimentação saudável e balanceada, o que é importante no período pós gestação.
Quanto mais o bebê mama, mais leite a mãe produz? VERDADE! Logo após dar à luz, a produção de leite é menor, cerca de 100ml por dia. Porém, após o quarto dia, a mãe produz em média 600ml de leite por dia. Conforme mãe e bebê vão se adaptando, o volume produzido varia, dependendo da necessidade de cada bebê, do quanto a criança mama e da frequência de mamadas. Quanto mais volume e mais vezes a criança mamar, maior será a produção. Algumas mães são capazes de produzir mais do que a quantidade necessária para o bebê, o que possibilita a doação para os bancos de leite humano.
Além de positiva para os bebês, a amamentação também é benéfica para a mãe? VERDADE! A amamentação fortalece o vínculo entre mãe e bebê, o que permite uma sensação de bem-estar. Reduz a depressão pós-parto, o risco de câncer de mama e ovário, e diminui as chances de hemorragias, pois favorece a contração do útero e sua involução, permitindo que retorne mais rápido para o lugar. Já para o bebê, são infinitas vantagens. As principais são em relação ao sistema imunológico, que fica mais fortalecido, atua contra infecções respiratórias e gastrointestinais, favorece o crescimento, o desenvolvimento intelectual, protege contra a obesidade, o diabetes e diversos tipos de alergia.
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