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Colunistas / Jéssica Pinheiro

Nada muda na virada (se você não mudar junto)

Postado em 01/01/2026 às 21h13


Todo começo de ano vem com o mesmo roteiro.

Feliz ano novo.
Novas metas.
Nova pessoa.
Nova vida.

Mas deixa eu ser sincera com você, leitor e leitora:
nada muda na virada do ano.
O relógio vira, o calendário troca, mas se você continuar fazendo exatamente as mesmas coisas… o resultado também continua o mesmo. Simples assim. Chato de ouvir? Talvez. Verdadeiro? Com certeza.

Eu sei, você deve estar pensando:
“Pronto, lá vem mais um texto motivacional de início de ano.”
Calma. Respira. Não é sobre motivação vazia. É sobre responsabilidade emocional  aquela que a gente adora terceirizar.

O último livro que li no ano passado me deu um tapa elegante (e necessário). Ele diz algo mais ou menos assim:
as pessoas só mudam quando têm um desejo real de mudar.
Não é quando o ano começa.
É quando a dor, o cansaço ou a vontade ficam maiores que o medo.

Se você está lendo essa coluna agora e, por algum motivo, sentiu um incômodo… talvez esse livro seja pra você.
“Deixa Pra Lá”, da Mel Robbins.

Ela propõe algo simples e justamente por isso, desconfortável:
parar de dar importância demais ao que os outros pensam.
Parar de explicar tudo.
Parar de pedir permissão pra existir.

O famoso “deixa pra lá” não é sobre ser indiferente.
É sobre não se sabotar tentando agradar todo mundo.

Mas Mel também puxa a gente de volta pra realidade quando fala do “deixa comigo”.
Porque só deixar pra lá vira descaso.
E só deixar comigo, sem ação, vira promessa vazia.

A vida pede equilíbrio:
deixar pra lá o que não te pertence
e assumir o que é sua responsabilidade.

Como ela mesma provoca:
“Você não controla o que os outros fazem, mas controla o que você faz a partir disso.”

E talvez mudar não seja fazer uma revolução gigante logo em janeiro.
Talvez seja começar pequeno.
Um passo.
Um limite.
Um “não”.
Ou… um livro.

Então fica aqui meu convite nada romântico, mas honesto:
se entregue à leitura esse ano.
Nem precisa ser livro chique.
Leia o que você gosta até gostar de ler.

Um livro por mês já é um ato de rebeldia num mundo que não para pra pensar.

E eu prometo:
vou trazer aqui todos os livros que li, os que amei, os que odiei e os que bagunçaram minhas certezas.

Beijos da
menina que gosta de livros
(e não acredita em mudança sem atitude). 



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