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Colunistas / Fabiano Rodrigues

Glucose Revolution na Vida Real - Resistência à Insulina: Quando o Corpo Para de Ouvir a Insulina

Postado em 16/12/2025 às 07h52 - Atualizado em 16/12/2025 às 07h54


“Saúde se constrói. Força se conquista.”

Na coluna anterior, falamos sobre estratégias simples para achatar a curva glicêmica no dia a dia.
Agora, é hora de avançar um nível e entender o que acontece quando esses picos se repetem por anos.

É aqui que entra um dos problemas metabólicos mais comuns — e mais silenciosos — da atualidade:

A resistência à insulina.

 

O QUE É RESISTÊNCIA À INSULINA?

De forma simples, é quando a insulina — o hormônio responsável por levar a glicose para dentro das células — para de ser ouvida pelo corpo.

O pâncreas continua produzindo insulina.
Às vezes, até em excesso.

Mas as células começam a “resistir” ao seu sinal.

Resultado?
A glicose permanece circulando no sangue por mais tempo, e o organismo entra em um ciclo de compensação perigoso.

 

POR QUE ISSO ACONTECE?

A resistência à insulina não surge de um dia para o outro.
Ela é construída lentamente, por hábitos comuns da vida moderna:

  • excesso de açúcar e ultraprocessados
  • carboidratos refinados em todas as refeições
  • sedentarismo
  • pouco músculo
  • estresse crônico
  • sono insuficiente
  • inflamação persistente

Ou seja: não é falta de força de vontade.
É fisiologia.

 

OS SINAIS MAIS COMUNS (QUE MUITOS IGNORAM)

Você não precisa ter diabetes para ter resistência à insulina.

Os sinais costumam aparecer antes:

  • fome frequente
  • dificuldade para emagrecer
  • acúmulo de gordura abdominal
  • sonolência após as refeições
  • cansaço constante
  • desejo por doces
  • dificuldade de concentração
  • oscilações de humor

Muitas pessoas normalizam esses sintomas — mas eles não são normais.

 

QUAL É O PROBLEMA DE IGNORAR ISSO?

Quando a resistência à insulina avança, ela abre caminho para:

  • diabetes tipo 2
  • inflamação crônica
  • doenças cardiovasculares
  • esteatose hepática
  • perda de massa muscular
  • aceleração do envelhecimento
  • piora cognitiva

A resistência à insulina não afeta apenas o açúcar no sangue.
Ela afeta o corpo inteiro.

 

A BOA NOTÍCIA: É POSSÍVEL REVERTER

E aqui entra um ponto importante:

 resistência à insulina não é sentença.
Ela responde muito bem a ajustes simples — quando feitos com estratégia.

Alguns pilares fundamentais:

✔ Estabilidade glicêmica

Menos picos = menos insulina circulando.

✔ Proteína suficiente

Ajuda na saciedade, preserva músculo e estabiliza glicose.

✔ Treino de força

O músculo é o maior “consumidor” de glicose do corpo.

✔ Movimento após refeições

Caminhadas simples já fazem diferença.

✔ Sono de qualidade

Dormir mal aumenta resistência à insulina no dia seguinte.

✔ Redução de ultraprocessados

Menos inflamação, mais sensibilidade hormonal.

Não é sobre radicalismo.
É sobre consistência metabólica.

 

ENTENDER A INSULINA É ENTENDER SUA SAÚDE

A insulina não é vilã.
Ela é essencial para a vida.

O problema não é produzi-la —
é viver em um ambiente que exige insulina o tempo todo.

Quando você aprende a controlar a glicose,
você devolve ao corpo a capacidade de responder corretamente à insulina.

E isso muda tudo.

 

“Corpo forte, mente clara, vida longa.”

 

“Aqui, cada coluna é um convite para viver com mais consciência, força e propósito.

Fique comigo nas próximas edições e vamos transformar conhecimento em resultados reais.”



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