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Colunistas / Fabiano Rodrigues

Glucose Revolution na Vida Real - Inflamação Metabólica: o elo invisível entre glicose, dor, ganho de peso e cansaço

Postado em 24/12/2025 às 19h26 - Atualizado em 24/12/2025 às 19h27


“Saúde se constrói. Força se conquista.”

 

Nas duas colunas anteriores, falamos sobre picos de glicose e resistência à insulina.
Agora chegamos ao ponto em que tudo se conecta — e onde muitas doenças realmente começam:

a inflamação metabólica silenciosa.

Ela não aparece de um dia para o outro.
Não causa febre.
Não costuma gerar dor aguda.

Mas atua diariamente, em silêncio, desgastando o organismo.

 

O QUE É INFLAMAÇÃO METABÓLICA?

Inflamação metabólica é um estado inflamatório crônico, de baixo grau, mantido por estímulos constantes do estilo de vida moderno.

Ela não está ligada a uma infecção, mas a um ambiente metabólico desregulado.

Entre os principais gatilhos estão:

  • picos frequentes de glicose
  • insulina elevada por tempo prolongado
  • excesso de ultraprocessados
  • inflamação intestinal
  • gordura visceral
  • estresse crônico
  • sono inadequado

O corpo entra em alerta permanente.

 

QUAL A RELAÇÃO ENTRE GLICOSE, INSULINA E INFLAMAÇÃO?

Essa relação funciona como um ciclo:

  • glicose alta →
  • insulina alta →
  • estímulo inflamatório →
  • pior resposta à insulina →
  • mais glicose circulante

Ou seja: glicemia e inflamação se alimentam mutuamente.

Com o tempo, esse ciclo começa a impactar tecidos específicos.

 

ONDE A INFLAMAÇÃO METABÓLICA SE MANIFESTA?

Ela não fica “no sangue”.
Ela se expressa no corpo:

  • nas articulações → dores e rigidez
  • no cérebro → névoa mental, ansiedade, queda de foco
  • no intestino → disbiose, gases, distensão
  • no fígado → esteatose
  • no tecido adiposo → gordura resistente
  • nos músculos → perda de massa e força

Muitas pessoas tratam apenas os sintomas — e não a causa.

 

POR QUE ISSO AFETA TANTO A ENERGIA?

Porque inflamação crônica consome energia metabólica.

O organismo passa a gastar recursos tentando conter o dano inflamatório, em vez de produzir energia eficiente.

Resultado comum:

  • cansaço persistente
  • queda de desempenho físico
  • dificuldade de concentração
  • sensação de corpo “pesado”
  • envelhecimento acelerado

Não é falta de motivação.
É metabolismo inflamado.

 

O CAMINHO PARA REDUZIR A INFLAMAÇÃO NÃO É RADICAL

Reduzir inflamação metabólica não exige dietas extremas.
Exige retirar os estímulos inflamatórios contínuos.

Alguns pilares fundamentais:

✔ Estabilidade glicêmica

Menos picos = menos inflamação.

✔ Proteína adequada

Protege músculo e regula resposta inflamatória.

✔ Comida de verdade

Menos ultraprocessados, menos aditivos, menos estímulos inflamatórios.

✔ Saúde intestinal

Um intestino íntegro reduz inflamação sistêmica.

✔ Sono e ritmo biológico

Dormir mal mantém o corpo inflamado.

✔ Movimento regular

O músculo tem efeito anti-inflamatório direto.

Inflamação diminui quando o corpo volta a operar no ritmo certo.

 

INFLAMAÇÃO NÃO É O PROBLEMA. O EXCESSO DELA É.

A inflamação é um mecanismo natural e necessário.
O problema é viver em um ambiente que a ativa todos os dias, sem pausa.

Quando você estabiliza a glicose, melhora a resposta à insulina e reduz inflamação, o corpo volta a funcionar como deveria.

E isso muda tudo:
energia, dor, peso, foco e longevidade.

 

 

“Corpo forte, mente clara, vida longa.”

 

“Aqui, cada coluna é um convite para viver com mais consciência, força e propósito.

Fique comigo nas próximas edições e vamos transformar conhecimento em resultados reais.”



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