Postado em 20/02/2026 às 11h55
Vivemos em uma época que celebra o ruído. Sons, notificações, opiniões constantes. Fala-se muito, escuta-se pouco. E, no entanto, é no silêncio que muitas verdades encontram espaço para emergir. Para alguns, o silêncio acalma. Ele organiza pensamentos, desacelera o corpo, devolve a presença. Para outros, incomoda. Expõe inquietações, revela vazios, confronta sentimentos que costumam ser abafados pela pressa cotidiana. O silêncio não é ausência. É presença ampliada. Quando o externo se aquieta, o interno ganha volume. E nem sempre estamos preparados para ouvir o que mora dentro de nós. Talvez por isso o evitemos: mantemos agendas cheias, fones nos ouvidos, telas acesas até tarde. O silêncio nos pede algo raro — permanência. Permanecer consigo, sem distrações, sem máscaras. Aprender a conviver com ele é, de certa forma, um exercício de maturidade emocional. Não para romantizá-lo, mas para compreendê-lo. O silêncio pode ser abrigo, mas também pode ser convite. Convite à escuta, à revisão, ao cuidado. A pergunta que fica não é se ele acalma ou incomoda. É o que ele revela quando finalmente decidimos ficar.
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