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Colunistas / ALDO GALESCO

Quando o dono do terreno entra sozinho na negociação

Postado em 16/03/2026 às 13h58


Muitos proprietários de terrenos acreditam que, ao negociar com uma construtora, basta confiar no contrato apresentado ou no advogado indicado pela própria empresa. Esse é um dos erros mais comuns — e também um dos mais caros. Em uma incorporação imobiliária, o terrenista não está apenas vendendo um terreno. Ele está entrando em uma operação empresarial complexa, que envolve riscos jurídicos, financeiros e urbanísticos. Cláusulas aparentemente simples podem transferir responsabilidades, limitar direitos ou comprometer o retorno financeiro do proprietário. É natural que a construtora tenha seus próprios advogados. Eles são contratados para defender os interesses da empresa — não os do terrenista. Por isso, contar com assessoria jurídica independente não é desconfiança; é prudência. Um advogado experiente analisa a viabilidade do empreendimento, avalia as garantias, examina o estudo econômico do projeto e verifica se o contrato realmente protege o patrimônio do proprietário. Muitas vezes, pequenos ajustes contratuais podem representar grande diferença no resultado final. Negociar um terreno para incorporação é uma oportunidade valiosa, mas decisões tomadas sem orientação adequada podem transformar uma boa proposta em um grande problema. O patrimônio que levou anos para ser construído merece ser protegido com estratégia, conhecimento e acompanhamento profissional.



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