Publicado em 04/07/2017 às 09h42 atualizado em 05/07/2017 às 13h46 - Itatiba Cultura e lazer
9 de julho marca o Dia da Revolução Constitucionalista de 1932, feriado em todo o estado de São Paulo. Pela primeira vez Itatiba terá um ex-combatente sendo eternizado no memorial instalado no Obelisco do Ibirapuera e, para isso, a Prefeitura de Itatiba e o batalhão de Polícia Militar do município realizarão uma homenagem póstuma na cidade.
Trata-se do itatibense Joviano de Godoy, que nasceu na fazenda Santa Júlia, em 2 de março de 1905. Filho dos cafeicultores Joaquim Rodrigo de Godoy e Júlia Alves de Godoy, morou também em um casarão ao lado da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Belém.
Estudante de engenharia, Joviano de Godoy compôs a milícia cívica para lutar na Revolução de 1932, em Santos, São Paulo. Também foi Militar da Força Pública, tendo trabalhado como investigador da Polícia Militar na cidade de Jundiaí e na 3ª divisão da Delegacia de Polícia de Bragança Paulista. Faleceu em 1969.
As cinzas do ex-combatentes de 32 serão transportadas nessa semana do Cemitério de Bragança Paulista até o Cemitério do Santíssimo Sacramento em Itatiba. No dia 7 de julho, a partir das 9h30, a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros realizam cortejo em carro aberto até a Praça da Bandeira, onde haverá uma solenidade militar.
Na sequência, será realizada uma homenagem civil no auditório do Centro Administrativo "Prefeito Ettore Consoline", marcada para as 10 horas. A cerimônia terá a presença do Prefeito de Itatiba, Douglas Augusto Pinheiro de Oliveira e do Tenente Coronel PM Comandante Reinaldo Eliseu Giordano Gomes.
De lá, as cinzas seguem para São Paulo, onde se juntarão a outros heróis da Revolução, que serão também homenageados pela Sociedade de Veteranos de 1932, no Ibirapuera.
A REVOLUÇÃO
O gaúcho Getúlio Vargas assumiu provisoriamente Presidência da República em 1930, fechando o Congresso Nacional, as Assembleias Legislativas e as Câmaras Municipais. A promessa não cumprida de convocação de novas eleições, somado a um modo de governar via decretos, sem respaldo da Constituição, gerou um sentimento de frustração nos paulistas, que aumentou após a nomeação de um interventor nascido em outro estado.
Em maio, protestos eclodiram em São Paulo. Os estudantes Martins, Miragaia, Drauzio e Camargo foram mortos por tropas getulistas em um desses protestos e as iniciais dos seus nomes – MMDC – denominaram o movimento que exigia a queda de Vargas.
Os protestos se transformaram em revolta armada contra o governo provisório – a expectativa era de um breve conflito militar com uma rápida marcha para o Rio de Janeiro, até então a capital do país, para depor Getúlio Vargas. A expectativa de apoio de outros estados não se concretizou e o conflito estendeu-se de julho a outubro. Estima-se o número de mortos entre 900 e 2.200 pessoas.
Apesar da rendição dos paulistas, algumas de suas principais reivindicações foram obtidas posteriormente, por exemplo, com a nomeação de um interventor civil e paulista, a convocação de uma Assembleia Constituinte e a promulgação de uma nova Constituição em 1934.
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