03 de Junho de 2020
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Em live, prefeito Gaspar pede apoio no isolamento social

Indaiatuba recebeu 4,5 mil testes rápidos do governo paulista

 Publicado em  15/05/2020 às 18h03  Indaiatuba  Saúde


Foto: ELIANDRO FIGUEIRA (RIC/PMI)

Denise Katahira

redacao@maisexpressao.com.br

Após 43 dias da primeira morte confirmada devido ao novo coronavírus (Covid-19) em Indaiatuba, a cidade registrou o total de 12 óbitos, entre os meses de abril e maio. Segundo a Secretaria de Saúde do munícipio, Graziela Garcia, “isso preocupa porque é um número alto de óbitos em um curto espaço de tempo”, disse.

Até a data de hoje (15), a cidade registrou 112 casos confirmados da doença, e desses, 89 curados, 11 internados e 12 óbitos. “Os maiores casos de notificados e confirmados da doença (68 pessoas) estão no bairro mais populoso de Indaiatuba, o Jardim Morada do Sol”, revela Graziela.

Para conter a disseminação do novo coronavírus na cidade, o prefeito Nilson Gaspar, em live realizada na última quarta-feira (13), destacou que fechou alguns pontos da cidade, para assim evitar a aglomeração de pessoas em locais como o estacionamento do Parque Ecológico, as academias ao ar livre, o Parque do Mirim e a Pista de Skate.

“Peço para que a população indaiatubana colabore e não fiquem se aglomerando, pois o vírus se prolifera muito rápido, e a única maneira de conter a contaminação é evitar circular pela cidade sem necessidade”, alerta. “O que a Administração pública pode fazer para combater o vírus está sendo feito, porém precisamos que a população também ajude. Então quem puder, fique em casa”, enfatiza.

Leitos

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a cidade possui 77 leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), sendo 54 no Haoc (Hospital Augusto de Oliveira Camargo) e 23 no Hospital Santa Ignês. A ocupação dos leitos é acompanhada diariamente pela Pasta. “Hoje o que nos preocupada não é falta de leitos e sim a falta de equipamento, o respirador, pois, não estamos encontrando para comprar, e quando tem está sendo ofertado por um preço abusivo”, disse Gaspar. “Além disso, a gravidade da doença e também a dificuldade no tratamento têm sido motivos das  preocupações”, completou a secretária.

Segundo a Saúde, até quarta-feira (13), a taxa de ocupação da UTI do Haoc era de 50%; e a do hospital Santa Ignês, 56%. Já os leitos de enfermaria do Haoc estão com 58% de ocupação; e 13% no hospital Santa Ignês.

Isolamento social

“Para que se consiga um bom controle da doença na cidade é preciso levar em conta três condições, os testes rápidos, a taxa de ocupação dos hospitais e a taxa de isolamento social”, explicou Graziela.

“Porém o isolamento social em Indaiatuba não tem atingido os 70% como é recomendado pela Organização Mundial da Saúde, e com a contaminação comunitária é preciso que este índice  aumente”.

Segundo o Sistema de Monitoramento Inteligente do governo paulista (SIMI-SP), o isolamento social na cidade chegou a 52% no último final de semana. “É preciso que as pessoas tenham consciência que o isolamento social é difícil, porém necessário. Quanto mais gente circulando pela cidade, mais gente será contaminada”, alertou Gaspar. “Neste momento todos têm que ter bom senso, responsabilidade e união para que a gente consiga sair o mais rápido possível dessa situação difícil que estamos vivendo. Então, peço novamente, quem pode fique em casa”, reforçouo prefeito.

Testes rápidos

Indaiatuba recebeu da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo 4,5 mil testes rápidos, e até a última quarta-feira (13) foram utilizados 450.

“Seguimos o protocolo onde diz que os testes devem ser utilizados para manutenção dos chamados serviços essenciais que são os bombeiros, policiais, profissionais da saúde, entre outros. Nos familiares desses profissionais também são feitos os testes rápidos caso tenha contato com algum contaminado”, completou Graziela.

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  • Foto: ELIANDRO FIGUEIRA (RIC/PMI)



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