07 de Mar de 2021
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Educador físico revela os perigos do sedentarismo

O sedentarismo não significa necessariamente não praticar nenhuma atividade física

 Publicado em  06/02/2021 às 00h01  atualizado em 08/02/2021 às 10h25 - Indaiatuba  Saúde, beleza e bem estar


Bárbara Garcia
rmc@maisexpressao.com.br

Na quarta feira da semana passada (27), o médico intensivista e nutrólogo Dr. Eduardo Santos entrevistou no Programa Mais Saúde o professor, Mestre e Doutor em Educação Física, Taiguara Bertelli Costa, que trouxe informações científicas sobre o sedentarismo.

Ao contrário do que muitos de nós costumamos pensar, o sedentarismo não significa necessariamente não praticar nenhuma atividade física. Na visão do professor-pesquisador, o sedentarismo “diz respeito ao tempo que passamos sentados ou em repouso, mesmo que a pessoa pratique alguma atividade física”.

Nesse sentido, pode-se incluir neste “tempo inativo” as horas vividas durante o expediente de trabalho, já que muitas profissões exigem que a pessoa fique com o corpo parado, concentrada em atividades intelectuais, assim como ocorre com advogados, administradores, jornalistas, secretários, pesquisadores e muitos outros profissionais.

Como tal sedentarismo muitas vezes é fruto de necessidades de trabalho, uma boa dica dada pelo professor Taiguara é utilizar aplicativos de celular que monitoram o tempo em que a pessoa fica parada.

“Esses aplicativos têm um sistema que pode avisar, por exemplo, que já faz duas horas que a pessoa está ali, quieta, e podem sugerir caminhadas leves, ou até mesmo pausas para beber água. Mesmo que não seja possível exercitar-se propriamente, durante o expediente, só o ato de levantar e dar alguns passos já ativa diversos grupos musculares e funções fisiológicas do organismo”, explica o educador físico.

O Dr. Eduardo Santos mencionou que ele mesmo conta com a ajuda de um personal trainner para auxiliá-lo durante a prática de exercícios físicos. Mesmo sendo médico e conhecendo a anatomia do corpo humano, ele afirma que teve que ser corrigido diversas vezes pelo treinador. “Precisamos respeitar a profissão dos educadores físicos, pois quando o exercício é supervisionado, tem uma qualidade muito melhor. Eu mesmo já fui corrigido em várias posturas e percebo o quanto esse profissional otimiza meu treino”, aponta ele.

A respeito da valorização do professor de Educação Física como profissional, Taiguara afirma que, por mais incrível que possa parecer, o Brasil é referência no reconhecimento e profissionalização da categoria.

“Nos Estados Unidos, por exemplo, não existe nenhuma regulamentação para a profissão de treinador físico, enquanto aqui no Brasil só podem exercer a profissão aqueles que forem graduados em universidades reconhecidas pelo MEC”, afirma ele.

Também aponta um dado interessante: “Ao mesmo tempo em que os EUA são referência nas diversas modalidades de esportes, sendo campeões de medalhas em várias Olimpíadas, também são campeões em obesidade e comportamento sedentário”, pondera o professor.

Quando perguntado se queria deixar uma mensagem aos espectadores, o educador físico não hesitou: “Sabemos que a falta de atividade física pode levar a quadros graves de obesidade, doenças cardíacas e outras complicações. O sedentarismo é uma das principais causas de morte no mundo. Então eu convido vocês a olharem para a atividade física não como algo desagradável, mas ao contrário como uma parceira de vida, que pode trazer inúmeros benefícios à Saúde como um todo, tanto do corpo como da mente”, defende Taiguara Bertelli.

Para continuar acompanhando outras entrevistas com convidados experientes em pesquisa e atendimento na área da Saúde, não perca as próximas edições do Programa Mais Saúde, todas as quartas-feiras às 20h, através da página do Facebook do Jornal Mais Expressão.

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