24 de Junho de 2019
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Doenças erradicadas no país voltam a preocupar profissionais da saúde

Secretária de saúde, Graziela Drigo Bossolan Garcia, alerta sobre a importância da vacinação


13/07/2018 às 10h04

Brasil    Saúde

Assim como em todo País, desde o ano passado, em Indaiatuba há uma baixa adesão dos pais e/ou responsáveis para a campanhas de vacinação

Assim como em todo País, desde o ano passado, em Indaiatuba há uma baixa adesão dos pais e/ou responsáveis para a campanhas de vacinação - Foto: Eliandro Figueira


Doenças já erradicadas no Brasil voltaram a ser motivo de preocupação entre as autoridades sanitárias e profissionais de saúde devido à baixa coberturas vacinais, de acordo com o Ministério da Saúde. Com a “luz vermelha” acesa, a secretária de saúde de Indaiatuba, Graziela Drigo Bossolan Garcia, alerta sobre a importância de manter a carteira de vacinação em dia. “É de suma importância mantermos a carteira de vacinação em dia, pois assim evitamos que doenças imunopreviniveis voltem a circular em nosso pais”, disse. “As vacinas são seguras e um dos mecanismos mais eficazes na defesa do organismo humano contra agentes infecciosos e bacterianos, e consiste na proteção do corpo por meio de resistências às doenças que o atingiriam. Elas são compostas por substâncias e microrganismos inativados ou atenuados que são introduzidos no organismo para estimular a reação do sistema imunológico quando em contato com um agente causador de doenças”, explica.
De acordo com Graziela, assim como em todo País, desde o ano passado, em Indaiatuba há uma baixa adesão dos pais e/ou responsáveis para a campanhas de vacinação em menores de um ano, bem como nas vacinas de rotina do calendário de vacinação. “Não há casos de doenças exantemáticas (sarampo e rubéola) no município de Indaiatuba. A nossa série histórica desde 2004 não mostra nenhum caso dessas doenças”, enfatiza.
Para atualizar a caderneta de vacinação a orientação é para procurarem as UBS ou PSF mais próxima da residência, levando a carteira de vacinação da criança (caso não tenha a unidade irá fornecer o documento). “É muito importante guardar a carteira de vacinação como um documento independente da idade da pessoa”, explica a secretária.
O Ministério da Saúde determina uma meta de vacinar 90% de toda a população do grupo alvo (crianças de 6 meses a menores de 5 anos, gestantes, puérperas, idosos, trabalhadores da saúde, professores).

Doenças
Uma das doenças, que em 2016 foi considerada erradicada no país e recebeu da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) o certificado de eliminação da circulação do vírus, e está de volta é o Sarampo, que apresenta casos no Rio de Janeiro, Amazonas, Roraima, Rio Grande do Sul e Rondônia.
Além do sarampo, poliomielite, rubéola e Difteria são algumas das doenças que estão prestes a voltar caso a cobertura vacinal não apresente aumento.
Dados do Ministério da Saúde mostram que a aplicação de todas as vacinas do calendário adulto está abaixo da meta no Brasil – incluindo a dose que protege contra o sarampo. Entre as crianças, a situação não é muito diferente – em 2017, apenas a BCG, que protege contra a tuberculose e é aplicada ainda na maternidade, atingia a meta de 90% de imunização. Em 312 municípios, menos de 50% das crianças foram vacinadas contra a poliomielite. 
O grupo de doenças pode voltar a circular no Brasil caso a cobertura vacinal, sobretudo entre crianças, não aumente. O alerta é da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim), que defende uma taxa de imunização de 95% do público-alvo. O próprio Ministério da Saúde, por meio de comunicado, destacou que as baixas coberturas vacinais identificadas em todo o país acendem o que chamou de "luz vermelha".



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