Publicado em 01/04/2021 às 09h00 atualizado em 01/04/2021 às 10h15 - Indaiatuba Educação
Escolas do mundo inteiro estão incorporando ao currículo os princípios e práticas da cultura maker
Foto: Amadotec
Por Laís Fernandes
Para ser um inventor uma iniciativa misturada com persistência já é o suficiente. Essa é a proposta da cultura maker. Levar para dentro das escolas recursos tecnológicos dentro de Laboratórios de Fabricação Digital, conhecidos também como Fab Labs os quais viabilizam a produção de projetos experimentais e levantam a bandeira do conceito “Faça Você Mesmo”.
Escolas do mundo inteiro estão incorporando ao currículo os princípios e práticas da cultura maker, trabalhando os conteúdos do currículo básico de forma mais criativa, com foco na aplicabilidade da teoria em projetos concretos e assim integrando as disciplinas para um aprendizado contextualizado.
Nesta circunstância entra em cena os Fab Labs onde ficam à disposição dos alunos uma série de maquinários como: impressoras 3D, cortadora a laser, cortadora de vinil, CNC de precisão de pequeno porte e CNC de grande porte. Em um modelo resumido, com menos maquinários são as Salas Makers. Tudo isso para o estudante ter a liberdade criativa e transformar-se em um inventor, tirando do papel suas ideias e também trabalhando o empreendedorismo.
De acordo com o fundador da empresa Amadotec, que é especialista na implantação de Fab Labs, Marcelo Amado, a cultura maker deve estar inserida em todo ambiente escolar e não somente no Laboratório de Fabricação Digital e principalmente ser dominada pelos professores. “A escola do futuro precisa de educadores makers, por isso a formação é muito importante e trabalhamos fortemente desse tópico, pois não adianta ter todo o aparato e os professores não estarem engajados nessa nova filosofia e metodologia de ensino e aprendizagem. Para isso, não só o professor que coordenam o Fab Lab, mas todos os professores, de todas as disciplinas, devem mergulhar nessa dinâmica, pois os equipamentos e suas aplicabilidades podem dar um apoio para ajudar em todas as matérias, inclusive de humanas como português, inglês, história e geografia”, explica Amado.
O criador do conceito de Fab Lab, Gershenfeld (2005) acredita que a próxima revolução digital será no âmbito da fabricação de bens físicos, com a emergência da produção digital pessoal. Partindo daqui uma tendência para a democratização dos meios de produção. Nesta visão é fundamental a participação da escola na formação de uma nova geração apta para a produção digital e inserida na cultura maker.
“Ser maker não é uma atividade, é um novo estilo de vida, uma nova forma de pensar em consumo e sustentabilidade. É viver dentro de um contexto produtivo. Será mesmo que preciso comprar algo que eu mesmo posso fazer? Nós da Amadotec queremos levar esse conceito para as escolas do Brasil e engajar projetos que possam contribuir para uma sociedade melhor e desenvolver pessoas produtivas que podem colaborar com a comunidade no qual é inserida. Isso é ser maker e um Fab Lab à disposição disso tudo é apenas um empurrão para um grande progresso educacional”, finaliza Marcelo.
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