16 de Fevereiro de 2020
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Comunidade autista é foco de aplicativo

Moradora de Indaiatuba, mãe de garota com Síndrome de Asperger, idealizou o Rede Azul

 Publicado em  21/12/2019 às 09h00  Indaiatuba  Serviços


Aplicativo

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Foto: Divulgação

Indaiatuba e toda Região Metropolitana de Campinas contam com uma inovação voltada a pessoas com TEA (Transtorno do Espectro Autista): o aplicativo Rede Azul, que reúne um amplo catálogo de estabelecimentos, instituições de ensino e profissionais relevantes para essa comunidade. O app é uma iniciativa colaborativa que permite a pessoas envolvidas com a causa realizarem indicações e avaliarem opções oferecidas dentro da aplicação.
Desde que sua filha, Alícia Nicol Marques, foi diagnosticada com Síndrome de Asperger, um dos Transtornos do Espectro Autista, Elaine Marques viu-se em meio a muitos obstáculos. Além da dificuldade de realizar o diagnóstico, tornaram-se tarefas complexas a busca por tratamentos, medicamentos e até ensino adequado para Alícia. “Eu fico indignada com as dificuldades que tenho para atender as necessidades de tratamento e qualidade de vida da minha filha. Percebi que não podia ficar parada, tinha que agir. Por isso, comecei a estudar como poderia criar o aplicativo e ir atrás das pessoas que me ajudariam nisso”, conta Eliane, CEO do Rede Azul.
De início, o aplicativo abrangerá cidades da RMC, além de Salto, Itu e Elias Fausto. A intenção, contudo, é expandi-lo gradativamente até funcionar em todo território nacional. Por enquanto, será disponibilizado em versão piloto, na Play Store, em etapas. Na primeira, será permitida a entrada de 300 usuários comuns, sendo que os 100 primeiros serão colaboradores, ou seja, vão inserir indicações de serviços, profissionais e espaços já utilizados por eles, que serão denominados Pontos Azuis, locais adequados para pessoas com TEA. Na segunda etapa, o aplicativo será aberto para mil usuários, em todo País, que também poderão começar a indicar os Pontos Azuis e avaliá-los.

Inclusão
Estima-se que existam cerca de dois milhões de brasileiros que possuam algum nível do TEA. Mesmo com esse número relevante, ainda existem dificuldades para que essas pessoas levem uma vida de qualidade. Alícia, por exemplo, levou seis anos para ser diagnosticada. “Tenho a minha própria maneira de realizar algumas atividades e, muitas vezes, tenho dificuldade em explicar isso”, afirma a adolescente de 17 anos. “Algumas tarefas eu não consigo fazer. No dia a dia, eu me sinto diferente de outras pessoas em vários aspectos, por exemplo, na forma de pensar, de falar e de focar em certos temas”.
A Síndrome de Asperger é o nível mais leve do espectro autista e ao possuí-la, a pessoa pode desenvolver um interesse restrito por certo tema, chamado de hiperfoco. “O hiperfoco da Alícia são jogos, mais especificamente do console Nintendo DS. A partir disso, ela se interessou pela cultura japonesa e atualmente gosta de desenhar e ler mangás, além de cantar em japonês. Porém, é um trabalho contínuo. Temos que seguir estimulando o crescimento de repertório dela e habituá-la a conversar sobre outros assuntos, até para que ela possa se socializar melhor”, afirma Elaine.
Alícia acredita que o Rede Azul fará diferença na vida de pessoas que possuem TEA. “Acredito que o aplicativo vai ajudar bastante. Com as informações já acessíveis, elas poderão saber o que faz bem para uma pessoa com TEA, encontrando serviços apropriados e até oportunidades de emprego”, comenta.
A versão piloto do aplicativo está disponível desde quinta-feira (19), inicialmente para dispositivos Android. O Rede Azul tem apoio da Agência Blues Propaganda que criou toda identidade visual do aplicativo e assessoria jurídica da Law.Sa Advocacia e é desenvolvido pela agência Firefish, com apoio de um investidor-anjo. 
 

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