26 de Setembro de 2020
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Ação Cadernos Fraternos realiza 1º encontro em outubro

Voluntários do grupo Fraternidade sem Fronteiras poderão participar

 Publicado em  10/09/2020 às 11h44  Brasil  Variedades


Foto: DIVULGAÇÃO/FSF

Por Maria Claudia Miguel (Assess. Imprensa)

 

Um pedaço de tecido, uma tira de papel, tinta por cima, cola do lado, alguns botões, linhas na agulha, e assim, numa cadência generosa, surgem capas dos "Cadernos Fraternos". Esse é o nome de mais uma das ações da rede de voluntários da Organização humanitária Fraternidade Sem Fronteiras (FSF).

Coordenada pela pedagoga Ana Lúcia Caetano, a atividade chega à sexta edição no dia 15 de setembro próximo, quando voluntários poderão participar da confecção das novas capinhas criativas, que serão enviadas às crianças dos projetos da FSF de Moçambique, na África, e do Brasil.

Em outubro, outra novidade: a realização do I Encontro Cadernos Fraternos, de 15 a 17, com a participação de um time de primeira: André Trigueiro (jornalista), Tião Rocha (educador), Wagner Moura Gomes (presidente da FSF), Wellerson Santos (escritor), Ranieri Dias (vice-presidente da FSF) e Sandra Borba (educadora), além das coordenadoras de projetos da FSF, Eliana Simioni e Roberta Petin, e a gerente de voluntariado da FSF, Ângela Araújo.

Essa ação, que atualmente movimenta mais de mil voluntários espalhados em seis polos no Brasil (São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais) e em outros cinco internacionais (Itália, Portugal, Espanha, França e Estados Unidos), começou em 2015, quando a educadora Ana Lúcia conheceu o presidente da FSF, Wagner Moura Gomes, no Congresso de Medicina e Espiritualidade em Goiânia/GO.

Ao perguntar o que a Fraternidade precisava na área da Educação, Ana Lúcia soube da necessidade de caderno. O motivo? Wagner explicou que as crianças de Moçambique recebiam um bloquinho por ano (sim, um bloquinho por ano) do governo, e para treinar a caligrafia, escreviam na areia, até estarem aptas a utilizar as folhas.

Durante a volta da educadora a Santos, surgiu a ideia de fazer capas de cadernos artesanais, destinadas às crianças moçambicanas, além de angariar recursos para que a FSF pudesse comprar os cadernos em Moçambique.

De 2015, quando foram produzidas 600 capas, para 2020, o movimento deu um salto com a adesão de novos interessados, o que resultou na criação de mais de 5 mil trabalhos direcionadas não apenas à população infantil da África, mas, neste momento também, aos projetos do Brasil. Nesses últimos cinco anos foram entregues mais de 10 mil cadernos.

"Mais do que uma capa que envolve um caderno, é uma armadura que protege um pensamento, é um escudo que guarda um futuro, é o invólucro sagrado que acompanhará uma vida ao seu destino", afirma, com firmeza, a coordenadora Ana Lúcia.

Para quem pensa que um caderno seja apenas um objeto, Ana Lúcia tem o pensamento na ponta da língua: "Caderno acorda a gente. Acorda nossos dedos, nossas mentes, nossa criatividade. Acorda relações em famílias, amigos, novos grupos". E avisa: "Caderno desliga o celular, pois esquecemos o mundo digital quando nosso objetivo é atravessar o oceano levando cidadania, amor".

Com o lançamento da sexta edição, a participação é aberta a todos os interessados, bastando entrar em contato pelo e-mail cadernosafrica@fraternidadesemfronteiras.org.br, com nome completo, endereço, cidade, estado e telefone, ou pelo WhatsApp (48) 9640.7918.

Para a produção das capinhas, a coordenação elenca 10 palavras inspiradoras – cinco em português e cinco em changana (idioma africano) -, de modo a traduzir ludicamente a identidade dos povos.

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  • Foto: DIVULGAÇÃO/FSF



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