07 de Dez de 2021
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Pesquisador lança livro sobre a juventude negra em Indaiatuba

A obra “Contrariando a Estatística” mostra o jovem negro atuante na sociedade

 Publicado em  19/11/2021 às 15h56  Indaiatuba  Cultura e lazer


O escritor Paulo César Ramos lançou seu livro, em Indaiatuba

O escritor Paulo César Ramos lançou seu livro, em Indaiatuba
Foto: Arquivo Pessoal

Lucas Mantovani
redacao@maisexpressao.com.br

No dia 20 de novembro se comemora o Dia Nacional da Consciência Negra, data voltada à reflexão sobre a comunidade negra.

Mais Expressão entrevistou o pós-doutorando na Universidade da Pensilvânia e pesquisador do Núcleo Afro do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento, Paulo César Ramos.

O pesquisador lançou recentemente o livro “Contrariando a estatística”, que trata sobre a formação de um movimento de juventude negra. 

 

Mais Expressão: Como você enxerga a condição da juventude negra na sociedade?

Paulo César Ramos: A juventude negra hoje está no centro de um paradoxo bastante profundo entre a inclusão social nas instituições de ensino superior, a partir das universidades públicas e particulares, e as taxas de morte e encarceramento. Os jovens negros são a maioria dos encarcerados e também de mortos pela polícia. A juventude negra é vítima de homicídios no Brasil.


ME: Quais as principais contribuições que você deixa para a discussão do tema?

Paulo: No livro eu mostro que surgiu um novo sujeito político, o jovem negro, que está atuante. A juventude negra continua organizada e atuante em vários espaços políticos, sociais e institucionais. Eu faço uma reelaboração conceitual do que o genocídio pode significar [...] Em 2020, em meio a pandemia do coronavírus, foi um momento em que as pessoas estavam começando a falar de genocídio. Não era um genocídio como nos livros de história, onde um exército fecha uma população dentro de um gueto e atira, não é o genocídio jurídico, em que você tem um ato anunciado e cujas intenções são expressas e explícitas. É um tipo de genocídio em que as instituições funcionam de modo em que a morte é um resultado muitas vezes indireto desse funcionamento. Você vê a exclusão social de um lado, a produção de desigualdades, a produção de encarceramento e a produção de mortes.


ME: Você fez questão de lançar o seu livro em Indaiatuba também, por que?

Paulo: Sou morador de Indaiatuba, é a cidade onde meus filhos vão à escola pública. É preciso ter relação com os movimentos sociais, a minha tese é sobre movimento social, eu vim do movimento social e faço questão de manter essa trajetória no meu perfil.

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    O escritor Paulo César Ramos lançou seu livro, em Indaiatuba
    Foto: Arquivo Pessoal



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