28 de Set de 2021
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Ecologia também é Cultura: entenda como ela interfere no cotidiano

O biólogo Ton Sachetti explica que sem a flora, não teríamos nenhum alimento

 Publicado em  03/09/2021 às 12h23  Brasil  Cultura e lazer


O biólogo e botânico Ton Sachetti ao lado de uma flor de Jatobá, que foi a planta estudada por ele na pesquisa de mestrado

O biólogo e botânico Ton Sachetti ao lado de uma flor de Jatobá, que foi a planta estudada por ele na pesquisa de mestrado
Foto: Arquivo Pessoal

Bárbara Garcia
rmc@maisexpressao.com.br

Muitas vezes escutamos por aí que é preciso respeitar o meio ambiente, mas pouco sabemos como a biologia interfere diretamente na nossa vida e cultura.

O biólogo, mestre e doutorando em Botânica da Unicamp, Wellington Sachetti Jr, que prefere ser chamado de Ton, explica alguns exemplos de como a flora interfere em tudo.

Ele conta que a natureza nos oferece diversos “serviços ecossistêmicos”, que dizendo de forma mais simples, são tarefas importantes que o meio ambiente nos entrega sem que precisemos pagar: um bom exemplo é a polinização, que é feita 80% por abelhas. Sem elas, teríamos que pagar pessoas para fertilizar plantações, o que aumentaria ainda mais a fome no mundo.

Outra coisa que a natureza pode oferecer sem pedir nada em troca são lugares agradáveis como praias, parques e montanhas, que interferem muito na sensação de bem-estar. “A biologia está em tudo, e sem as plantas, não teríamos oxigênio na atmosfera. A vida não seria possível”.

Foi essa paixão pela natureza e mais ainda pelas plantas, que o motivou a seguir. Em sua pesquisa de mestrado, Ton estudou como o Jatobá cresce em ambientes diferentes, um mais seco, e outro mais úmido. A importância disso é prever como o desenvolvimento das plantas vão mudar, caso as áreas mais úmidas sejam extintas por causa das mudanças climáticas.

Como conclusão, a pesquisa mostrou que os Jatobás crescem menos nos lugares secos, e se estão menores, eles tiram menos gás carbônico do ar, o que pode aumentar o aquecimento global. Por isso, é que as plantas precisam ser protegidas, já que interferem no equilíbrio e sobrevivência do planeta como um todo.

Uma curiosidade interessante é que para determinar quantos anos uma árvore tem, Ton examinava a madeira e contava os anéis de crescimento, que são linhas que ficam aparentes no tronco. A cada linha, conta-se um ano. Então dessa forma, os biólogos conseguem descobrir a idade das árvores.

Além de trabalhar como pesquisador e planejar sua carreira de futuro professor universitário, ele também se dedica a divulgação científica. “Eu e alguns amigos criamos o Canal do Youtube “Mandakaru” para explicar, de forma acessível, temas científicos. Acredito muito que a Ciência precisa sair dos muros da universidade e fazer parte do cotidiano da população”, defende ele.

Se você gostou dessas curiosidades sobre ecologia, e quer conhecer melhor os trabalhos do biólogo Ton, é só procurar os diversos vídeos interessantes do projeto “Mandakaru”, ou segui-lo no Instagram, com o perfil @um.ton

Galeria de mídia

  • O biólogo e botânico Ton Sachetti ao lado de uma flor de Jatobá, que foi a planta estudada por ele na pesquisa de mestrado

    O biólogo e botânico Ton Sachetti ao lado de uma flor de Jatobá, que foi a planta estudada por ele na pesquisa de mestrado
    Foto: Arquivo Pessoal



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