23 de Jan de 2022
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Documentarista trabalha com a interpretação criativa da atualidade

Produção de Coraci Ruiz já esteve em diversos festivais e se espalhou para várias partes do mundo

 Publicado em  14/01/2022 às 11h50  Indaiatuba  Cultura e lazer


A documentarista Coraci Ruiz, uma das proprietárias da produtora Laboratório Cisco, que tem produções espalhadas pelo mundo

A documentarista Coraci Ruiz, uma das proprietárias da produtora Laboratório Cisco, que tem produções espalhadas pelo mundo
Foto: Divulgação

Por Bárbara Garcia

Coraci Ruiz, artista e documentarista, começou com a graduação em Dança na Unicamp. Seu pai sempre trabalhou com Cinema, “então passei boa parte da minha infância e adolescência frequentando sets de filmagem com ele, certa de que iria trabalhar na área”, conta ela.

Natural de São Paulo capital, aos 18 anos, época de prestar vestibulares, passou na graduação em Dança na Unicamp, em Campinas. Porém, apesar dessa afinidade com a dança, ela acabou se interessando mais pelas artes em vídeo e, desde aquela época, direcionou sua iniciação científica para a fotografia.

Logo após a formatura, já montou sua própria produtora de vídeo, o Laboratório Cisco. Teve o apoio do atual companheiro, Júlio, e do sócio Hidalgo.

Seus documentários já estiveram em dezenas de festivais e passearam pelo mundo todo. “Gosto muito de pensar o documentário no campo das artes. Ele faz fronteira com o jornalismo e até com a publicidade em alguns casos. Mas eu escolhi trabalhar com os documentários com um processo criativo mais livre”, explica Coraci, que tem como referência a ideia estudada por acadêmicos de que “o documentário é a interpretação criativa das atualidades”.

Portanto, para ela, o documentário parte de fatos e dados da realidade, mas sempre contados a partir de um ponto de vista. Ela também cursou Mestrado em Cultura Audiovisual e Mídia, em que estudou a fundo as chamadas “vídeo cartas”: dessa pesquisa, também trouxe como resultado o filme “Outra Cidade”. Outro mais recente, de 2019, é o “Pluma Forte”, que participou de muitos festivais de cinema.

“A gente teve muita sorte aqui na nossa produtora de realizar muitos filmes: curtas, séries, longas, mas todos ligados às temáticas de meio ambiente, cultura popular, movimentos sociais e direitos humanos. Não fazemos ficção nem publicidade”, conta.

Seu primeiro longa-metragem é de 2012, chamado “Cartas para Angola”, que circulou em mais de 30 festivais, premiado no Brasil, Portugal e Angola. Foi licenciado para alguns canais de televisão. Outro longa-metragem que está trazendo bons frutos é o filme chamado “Limiar”, uma autobiografia de Coraci, ligada ao seu projeto de Doutorado, concluído em 2020. Além de expor parte da história da artista, o filme aborda também as vivências de pessoas transgêneras, já que o filho de Coraci se identifica como pessoa não-binária (quando não se julga como pertencente a um gênero exclusivamente, o que quer dizer que sua identidade de gênero e expressão de gênero não são limitadas ao masculino e feminino).

Uma trajetória de muitas criações e sucesso, em que contou com o apoio profissional de seu companheiro Júlio, que dirigiu e produziu alguns trabalhos em conjunto com ela. Se você gostou da história da Coraci e ficou curioso para assistir aos filmes, pode acompanhá-la pelo site da produtora “laboratoriocisco.org” e pelo perfil do Instagram @coraciruiz.

Galeria de mídia

  • A documentarista Coraci Ruiz, uma das proprietárias da produtora Laboratório Cisco, que tem produções espalhadas pelo mundo

    A documentarista Coraci Ruiz, uma das proprietárias da produtora Laboratório Cisco, que tem produções espalhadas pelo mundo
    Foto: Divulgação



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