28 de Set de 2021
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Consumidor enfrenta longas filas e paga até R$ 2 a mais por litro de combustível

Medo de desabastecimento semelhante ao vivido na greve dos caminhoneiros de 2018 provocou corrida aos postos

 Publicado em  10/09/2021 às 09h59  Indaiatuba  Cidades


O carregamento de combustíveis na Refinaria de Paulínia, que abastece a região, foi normal na quinta-feira

O carregamento de combustíveis na Refinaria de Paulínia, que abastece a região, foi normal na quinta-feira
Foto: Divulgação

Eloy de Oliveira
redacao@maisexpressao.com.br

O protesto de caminhoneiros, iniciado na noite de quarta-feira (8) e que se estendeu com a interrupção de estradas em 15 Estados na manhã do dia seguinte, levou consumidores ao desespero em diversas cidades brasileiras: em Indaiatuba, enfrentaram longas filas e pagaram até R$ 2 a mais por litro de combustível.

A administradora Adriana Rizzi disse que correu ao posto, aceitou pagar mais e ficar em uma longa fila, porque temia que os efeitos do protesto fossem semelhantes a 2018, quando os caminhoneiros cruzaram os braços entre os dias 21 e 30 de maio e pararam o país, causando desabastecimento generalizado.

Os donos de postos aumentaram os preços em menos de uma hora após observarem a procura excessiva. As placas anunciando o valor cobrado desapareceram e quando reapareceram estavam ajustadas.

Alguns postos mais procurados pelos consumidores aumentaram o valor até três vezes consecutivas. Apesar da procura e das vendas intensas, não houve desabastecimento, segundo o Sindicato dos Postos de Combustíveis de Campinas e Região (Recap), mas vários postos, ouvidos pelo Mais Expressão, venderam todo o estoque que daria até sábado e tiveram de encomendar mais para atender ao público nesta sexta-feira (10).

Dispersão
No final da manhã, o protesto já tinha sido dispersado em todo o país. Na região de Indaiatuba houve mobilização, mas sem bloqueio de pistas como em Limeira, Piracicaba, Valinhos, Americana e Campinas. A não ser o pânico de consumidores, o protesto não provocou desabastecimento

Ao contrário de 2018, quando o movimento dos caminhoneiros ficou conhecido como “Crise do Diesel”, no qual eles reivindicavam preços menores para o diesel, desta vez o protesto foi em apoiamento ao presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), que ataca o Supremo Tribunal Federal (STF) e quer o voto impresso.

Entre alguns segmentos de caminhoneiros, o movimento também defendeu que o líder da categoria, o caminhoneiro Marco Antônio Pereira Gomes, conhecido como Zé Trovão, não fosse preso, conforme decretou o ministro do STF Alexandre de Moraes após ele convocar uma paralisação para o dia 7 de Setembro.

Com a repercussão negativa do seu pronunciamento no dia 7, o próprio presidente Bolsonaro divulgou mensagem pedindo que os caminhoneiros recuassem e voltassem ao trabalho, mas vários deles não acreditaram. Acharam que era mensagem falsa e só depois de algum tempo aceitaram a recomendação.

Normalização A assessoria da Recap divulgou nota no final da tarde de quinta-feira (9) solicitando que a população não entre em pânico e que não vá aos postos para abastecer, tentando fazer estoque por causa de um eventual desabastecimento, pois ele não ocorrerá, sobretudo agora que o protesto foi encerrado pela manhã.

Sobre o aumento de preços de até R$ 2 por litro de combustível em postos de Indaiatuba, a assessoria informou que a prática de preços é livre e respeita a lei da oferta e da procura. De acordo com o sindicato, não há como interferir: “Se o consumidor buscou o combustível com mais intensidade, é natural o preço subir”.

A Recap informou também que o carregamento de combustíveis na Refinaria de Paulínia, que abastece a região, foi normal na quinta-feira apesar do protesto dos caminhoneiros, mais uma razão para não haver pânico e nem problemas para o reabastecimento dos postos. A Prefeitura de Indaiatuba informou que nenhum serviço foi afetado pelo protesto. Mesmo assim, havia uma preparação para eventual emergência se a paralisação continuasse. A situação vivida em 2018 preparou vários segmentos na Prefeitura para o enfrentamento do problema.

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  • O carregamento de combustíveis na Refinaria de Paulínia, que abastece a região, foi normal na quinta-feira

    O carregamento de combustíveis na Refinaria de Paulínia, que abastece a região, foi normal na quinta-feira
    Foto: Divulgação



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