21 de Outubro de 2019
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Barragem não preocupa, afirma Saae

Estudo apontou reservatório como de risco médio; autarquia ressalta monitoramento contínuo

 Publicado em  12/07/2019 às 09h45  Indaiatuba  Cidades


Segundo autarquia, Barragem do Capivari-Mirim não precisa apresentar Plano de Ação de Emergência

Segundo autarquia, Barragem do Capivari-Mirim não precisa apresentar Plano de Ação de Emergência
Foto: Giuliano Miranda RIC/PMI

Divulgado pelo governo do Estado de São Paulo, após pedido da Agência Nacional de Águas (ANA), relatório apontou que a Barragem do Capivari-Mirim foi classificada de risco médio. O estudo foi solicitado em todo o Brasil após a tragédia registrada em Brumadinho (MG), em 25 de janeiro deste ano. 
Por meio de sua assessoria, o Saae (Serviço Autônomo de Água e Esgotos) afirmou que a Barragem do Capivari-Mirim não demanda Plano de Ação de Emergência por não se encaixar nos parâmetros exigidos, mas que está providenciando a documentação solicitada pelo governo estadual no último mês de maio, com prazo até novembro deste ano. 
Entregue ao Ministério Público e agências fiscalizadoras, o relatório inclui empreendimentos utilizados para gerar energia elétrica, uso múltiplo da água, resíduo industrial e rejeitos de mineração. A Barragem do Capivari-Mirim foi classificada como média para risco e dano potencial associado. 
Em seu site oficial, a ANA (www.ana.gov.br) explica que Categoria de Risco refere-se a aspectos da própria barragem que possam influenciar na possibilidade de ocorrência de acidente. Já Dano Potencial Associado refere-se ao dano causado em caso de acidente ou rompimento. 
Por meio de sua assessoria, o Saae enviou nota informando “que a barragem do rio Capivari-Mirim em Indaiatuba, por ter apenas 6,8 metros de altura e capacidade de reservação de 1,3 bilhão de litros não precisa apresentar Plano de Ação de Emergência, segundo a Resolução Ana nº 236, de 30 de janeiro de 2017”. 
Em seu Capitulo VI, referente ao Plano de Ação de Emergência (PAE), a resolução destaca em parágrafo único que “para barragens com altura inferior a 15 metros e capacidade do reservatório inferior a 3.000.000 m³, a ANA, a seu critério, poderá aceitar a apresentação de estudo simplificado para elaboração do mapa de inundação”. 

Dam Break
Neste caso, basta a apresentação de um estudo de ruptura de barragem (Dam Break) com o consequente mapa de inundação, que demonstre que o empreendimento não está sujeito à Política Nacional de Segurança de Barragens. “O Governo do Estado fez o primeiro e único contato em maio deste ano, sendo que a barragem está pronta e operando desde 2015”. 
O Saae encaminhou, em junho deste ano, à Secretaria Estadual de Infraestrutura e Meio Ambiente, conforme solicitado através do ofício CTH/079/2019 do Centro Tecnológico de Hidráulica e Recurso Hídricos, um cronograma para elaboração do estudo de ruptura (Dam Break) para o empreendimento. “Contrataremos empresa especializada e temos prazo até novembro para a entrega”, destaca a assessoria.
No entanto, a autarquia enfatiza que as ações de monitoramento são constantes. “Lembrando que temos instalados no entorno da barragem 12 piezometros, que são equipamentos que monitoram a segurança estrutural da barragem, medem a altura do lençol freático, a pressão do volume de água no maciço da barragem e detectam possíveis infiltrações. Os piezômetros são identificados e protegidos por uma estrutura de concreto”. 
Além disso, “o Saae também monitora o nível de reservação através de medidor de nível ultrassônico, instalado próximo ao vertedouro que envia os dados em tempo real ao Centro de Controle de Operações (CCO), que funciona na Estação de Tratamento de Água da Vila Avaí (ETA I)”. (com informações do G1 Campinas)

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  • Segundo autarquia, Barragem do Capivari-Mirim não precisa apresentar Plano de Ação de Emergência

    Segundo autarquia, Barragem do Capivari-Mirim não precisa apresentar Plano de Ação de Emergência
    Foto: Giuliano Miranda RIC/PMI



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