05 de Agosto de 2020
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Agosto Branco: prevenção do câncer de pulmão

Campanha busca conscientizar sobre uma das neoplasias mais incidentes do Brasil

 Publicado em  31/07/2020 às 14h35  Brasil  Saúde


Da Redação

maisexpressao@maisexpressao.com.br

Agosto é o mês da campanha de prevenção e conscientização do câncer de pulmão. Desde 1985, a doença é considerada a mais incidente e com a maior taxa de mortalidade em todo o mundo. Entretanto, essas taxas vêm diminuindo, especialmente pelas iniciativas contra o tabagismo e investimentos em pesquisa e desenvolvimento, que trouxeram importantes descobertas sobre subtipos do câncer e novas perspectivas de diagnóstico e tratamento.

"Como a doença é de difícil prevenção e rastreamento, uma vez que os sintomas geralmente não ocorrem até que o câncer esteja avançado, na última década, o grande passo da ciência para o câncer de pulmão foi entender que, além dos tipos definidos pelas células presentes no tumor, há ainda os subtipos definidos por mutações que predizem a agressividade e a evolução da doença", comenta Luiz Henrique Araújo, médico oncologista e pesquisador do Instituto Nacional do Câncer (INCA), do Instituto COI e assessor médico do laboratório Progenética.

Ele fala ainda que as informações moleculares são essenciais para o combate não apenas ao câncer, mas, também à falta de tempo e às necessidades não atendidas pelos protocolos de tratamento atuais. "Muitos pacientes chegam em estágios avançados e ficam sem resposta ou saem do consultório sem perspectivas médicas. A medicina personalizada traz uma opção de tratamento mais preciso, com mais chances de sobrevida para o paciente, além do conhecimento clínico que é aplicado na prevenção e no diagnóstico", explica o especialista.

"A medicina personalizada está sendo aplicada no câncer há pouco mais de uma década, e a maior evolução deste período foi entender que o que achávamos que eram casos raros ou específicos, são situações relacionadas a mutações ainda não reconhecidas no diagnóstico", continua o oncologista. "Isso demonstra a importância de estudarmos os subtipos e tratar cada paciente como único para mudar o curso da doença, especialmente no Brasil, onde estamos avançando cada vez mais no combate ao câncer de pulmão", conclui o dr. Araújo.

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